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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Adolescencia no seu pior.





Felicidade é o resultado da simplicidade do viver. Não são as coisas que nos derrubam que nos dão força para continuar a viver, mas sim a felicidade.
Ser feliz é abstracto, cada pessoa tem a sua definição mas tudo pode ser resumido a um momentinho perto dele, ao pisar de um palco, a uma infinidade de coisas a que ninguém dá importância excepto a pessoa que os vive pois é algo que a completa e a faz sentir-se bem consigo própria.
Todos procuramos a felicidade como um estado onde permaneceremos para sempre, onde nada nem ninguém nos afectará, na morte talvez (segundo a religião Católica) mas a morte não é na minha opinião, a felicidade. Só o recordar me traz alegria e só a minha família e os meus amigos me fazem feliz. Sou feliz apesar de nem sempre a vida me sorrir. Tenho família, amigos e um cão que abana o rabo sempre que me vê e me faz sentir importante na vida dele. São estes pequenos gestos como um beijo de bom dia da mãe que, sem nos apercebermos nos tornam felizes.
Não quero pôr esta felicidade de lado para dar atenção às feridas que me são causadas pela vida… Quero lembrar-me destes pequenos pormenores e lutar para continuar a usufruir deles… Poder, quem sabe abanar o rabo e mostrar a toda a gente que EU SOU FELIZ!

Felicidade.





Hoje em dia, ninguém, ou quase ninguém diz que é feliz.
Estamos demasiado "absorvidos" nos nossos problemas e não conseguimos ver pequeninas coisas bonitas que nos rodeiam.
Há, realmente, muitas coisas más: a guerra, a fome, as doenças e as nossas insatisfações... 
Mas a felicidade é criada passo a passo. A felicidade não tem pressa. Nós é que estamos sempre muito apressados...
Por isso, lanço um desafio:
SEMPRE QUE TIVERMOS UM PROBLEMA, VAMOS TENTAR RESOLVÊ-LO, SEM PENSARMOS EM TODOS OS OUTROS QUE TAMBÉM TEMOS. E VAMOS PENSAR MAIS VEZES NAS COISAS BOAS QUE NOS FORAM DADAS.
Eu acho que tudo tem uma razão de ser. As coisas que nos acontecem (tanto as más como as boas) não podem ser apenas uma consequência aleatória do nosso planeta. Baseiam-se nas nossa decisões e, quem sabe, no nosso destino.

Tudo nos ensina qualquer coisa.
Mesmo as coisas que, num determinado momento da nossa vida, nos magoaram, mais tarde, quando pensamos nelas, percebemos que serviram para nos darem alguma lição que, de uma maneira ou de outra vai contribuir para a nossa felicidade. Porque ninguém tem uma história de vida igual. Os percursos de vida são sempre diferentes e a felicidade tem formas diferentes de aparecer na vida de uma pessoa.
Eu acho que a felicidade são momentos bonitos, que nos são oferecidos, porque os merecemos... Penso que nunca ninguém é totalmente feliz. Há sempre qualquer coisa que se quer ter ou que se quer fazer e que "impede" a nossa felicidade. Mas são esses objectivos que nos fazem viver.
O modo como o mundo de hoje está não nos permite ver as coisas bonitas. Isso tem de ser alterado. E começa por cada um de nós.
Porque a vida tem de ser vivida ao máximo. Temos de começar a «ver» o mundo e não apenas a «olhá-lo».
Temos de viver a vida. Sem «ses» e sem grandes arrependimentos.
Porque a felicidade é um direito, mas também é um dever.

Homicídio é a causa de 46% das mortes entre adolescentes.






Cidades do entorno de capitais, além de polos de desenvolvimento regional, têm os maiores índices de assassinatos dos 12 aos 18 anos

Estudo da Uerj em parceria com o Unicef mostra que, de cada mil adolescentes no país, dois deverão morrer antes de completar 19 anos

ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os homicídios respondem por 46% das mortes de adolescentes no país e são a principal causa de óbitos nessa faixa etária, à frente das causas naturais (25%) e dos acidentes (23%).
A constatação é de estudo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, a ONG Observatório de Favelas e o Unicef, braço da ONU para a infância. O trabalho utiliza informações do Ministério da Saúde relativas a jovens de 12 a 18 anos nas 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Os dados são de 2006.
A pesquisa criou um novo indicador, o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência). Ele mostra que, de cada mil adolescentes brasileiros, dois deverão morrer antes dos 19 anos.
Foram estimados 33 mil assassinatos de adolescentes entre 2006 e 2012 se mantidas as condições atuais, o que equivale a 13 por dia.
Regiões metropolitanas e polos de desenvolvimento regional concentram as cidades com os maiores índices de homicídios de adolescentes no país.
A pior situação está em Foz do Iguaçu (PR), onde quase dez de cada mil devem morrer antes de completar 19 anos.
Na lista das mais violentas, se sobressaem cidades das regiões metropolitanas de Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Entre as capitais, aparecem Recife (PE) e Maceió (AL). O Rio de Janeiro fica em 21º lugar. A capital paulista, em 151º.
Nancy Cardia, coordenadora-adjunta do Núcleo de Estudos da Violência da USP, aponta que, com exceção de Rio e São Paulo, as regiões metropolitanas sofreram um processo de expansão mais recente e, em consequência, têm uma estrutura urbana mais precária.
Ainda segundo ela, estudos mostram que uma série de problemas das cidades está relacionada à violência com crianças e adolescentes: o fato de as crianças mais pobres permanecerem menos tempo na escola e ficarem a maior parte do tempo sem a supervisão de adultos, por exemplo, faz com que elas fiquem mais tempo expostas.