quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Abrigados.



  

Os Abrigados

Foi no abrigo que muitos preconceitos me caíram. Uma coisa é você dizer que não é contra homossexuais e “prostitutas”, contra traficantes e “viciados”, contra assaltantes, enfim, e outra coisa é você passar praticamente todo o seu dia ao lado de pessoas que optam pelo mesmo sexo, de pessoas que são as chamadas profissionais do sexo, e com dependentes químicos, conversando, ouvindo, separando brigas, convencendo-os a não saírem para se drogar, ou para se prostituir. Muitas máscaras caem quando você participa do mundo deles, encara-o frente a frente, conhece seu passado, palpita seu futuro, imagina se não faria o mesmo se estivesse no lugar deles, mas você não é um deles, não é aceito por eles. É apenas mais um ouvinte, mais um a passar pela vida deles.
A história de vida de cada um deles é especial, mas sua origem segue um certo padrão. Primeiramente, não é segredo que todos fazem parte de famílias de baixa renda. Uma boa parte são filhos de profissionais do sexo, vulgarmente conhecidas como prostitutas. Elas, algum dia, tiveram uma relação mais afetiva com algum homem, e acabaram engravidando dele. Ao darem a luz a seus filhos, continuam com seu trabalho, ou deixando a criação da criança nas mãos de uma amiga, ou deixando com o pai, que, geralmente não consegue nem quer assumir esse encargo. Outro caso, mais comum que esse, é o de pais que se separam. A criança fica com a mãe, que rapidamente arranja um companheiro, o qual, em geral, rejeita o enteado. A mãe prefere se submeter ao seu amasiado a dar razão ao filho, pois precisa de sustento e carinho. Um terceiro caso bastante comum também é o de pais alcoólatras, e pais que abusam sexualmente de seus filhos, ou os dois. E há os filhos de pais traficantes de drogas.
Em todos os casos, a criança fica sem parâmetros, e busca satisfação nas ruas. Por viverem mais na rua do que na própria casa, usamos o termo “de rua”, ou melhor, “em situação de rua”  para distinguir a criança ou o adolescente que não mora mais com seus responsáveis, ou nem é aceito por eles. Vivem, portanto, na rua, ou em situação de rua.
Todos os adolescentes e crianças que passam pelo abrigo já cometeram pequenos delitos, chamados de Atos Infracionais e já experimentaram algum tipo de droga. Se isso ainda não aconteceu, é no abrigo, sob influência dos demais, que o interno pode chegar a experimentar algum tipo de droga. É muito difícil alguém usar algum tipo de droga dentro do abrigo, mas não é impossível, no entanto, se algum deles quer se drogar, simplesmente se evade da casa e retorna após ter se drogado. A droga mais popular de todas é o thinner. É geralmente a primeira que experimentam, e é muito barata, chegando a quatro reais a lata. Podem iniciar seu uso até com cinco anos de idade. Em seguida vem a maconha. Aqueles que têm mais desenvoltura para cometer furtos, evoluem para drogas mais caras como a cocaína e o crack. Mas não conheço nenhum caso de alguém ser usuário de injetáveis. E o cigarro comum, em si, não é hábito de todos.

O que seram delas quando forem adolescentes ? 2

Definido o abrigo, ou seja, o local deste meu trabalho de campo, de minha etnografia, prosseguirei agora com minha primeira experiência lá.

Como já mencionei, o abrigo acolhe crianças e adolescentes de até 18 anos de idade. O município já chegou a acolher até um bebê sozinho de apenas oito meses de idade. Em contrapartida, abriu também exceções para a estadia e permanência de maiores de 18 anos.

Antes de eu ir trabalhar no abrigo, educadores amigos meus já haviam falado dele para mim, tanto positiva como negativamente, mas nada supera a experiência real. E lá chegou a hora de ir conhecer meu novo local de trabalho.





Um dia antes de começar, eu e uma recém-contratada educadora fomos chamados pela diretora da época para conversarmos antes com ela. Seria a primeira vez que entraria em um abrigo. Como seriam os menores de lá? Aliás, menores que não podem ser chamados de “menores”, pois era um termo inadequado, gerava discriminação; eles eram apenas as crianças e os adolescentes. Mas, como eram eles? “Criminosos”, “mal-encarados”, “cheios de ódio pela sociedade”? Como deveria eu me vestir? Como deveria agir para ser aceito? E, o principal, como não demonstrar medo?

Então coloquei minha camisa regata, vesti minha bermuda, coloquei um boné, não fiz a barba, e fui. Quando eu cheguei no escritório, as educadoras de plantão me olharam estranho. Tudo bem que ninguém me conhecia, mas me olharam muito estranho. A copeira passou por mim, deu um bom-dia e entrou na cozinha: “Dona Zilda, bota mais água no feijão aí, que chegou mais um moleque”. Acharam que eu era mais um interno que acabara de chegar! Mas não, era apenas mais um educador, quem diria. Tive que me apresentar para todos, a fim de que não restasse nenhuma dúvida quanto a isso.

Iniciei no turno da noite por dois meses, e depois passei a trabalhar de dia, o que é muito mais cansativo, uma vez que os internos estão acordados, e bem acordados.

O que seram delas quando forem adolescentes?.







O Abrigo Provisório Municipal da Prefeitura de Maringá é uma instituição de regime aberto que serve para acolher crianças e adolescentes de até 17 anos de idade que se encontrem em “situação de risco” , por tempo determinado, até serem tomadas as medidas políticas e legais cabíveis no que se refere ao retorno do menor a sua família de origem, e, quando isso não é possível após todas as tentativas dos órgãos competentes, o menor pode ser encaminhado para uma família substituta.Na prática, a realidade é outra. Devido à lentidão e a falta de pessoal e recursos necessários – sem contar com a diferença de direção entre uma gestão municipal e outra - o menor pode permanecer no Abrigo por muito tempo, mesmo até completar 18 anos, quando é hora de ser encaminhado para uma instituição para maiores de idade.

O Abrigo de Maringá consiste em uma casa, com capacidade máxima para 20 internos, de ambos os sexos, e funciona vinte e quatro horas por dia, uma vez que os internos temporariamente residem lá. Os quartos são divididos por sexo, e entre os do mesmo sexo, pela idade, pela opção sexual, pelo comportamento ou o que a direção melhor considerar. Para tanto, os funcionários loteados para cuidar desses internos revezam-se em escalas, chamadas de plantão, de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, ininterruptamente, incluindo fins-de-semana e feriados. Esses são os Educadores de Base, cargo público próprio para funções desse tipo. Atualmente, o Abrigo também conta com uma Psicóloga e com uma Pedagoga, sendo dirigidas por uma Assistente Social. Também fazem parte integrante da manutenção do Abrigo os Auxiliares de Serviços Gerais, divididos nas áreas de limpeza e de cozinha, também com escala de revezamento, e por um Auxiliar Administrativo, que cuida da parte burocrática da instituição. Tudo no abrigo é mantido pela Prefeitura, que também é o tutor temporário desses internos. O regime de abrigo foi criado por lei específica, e segue o Estatuto da Criança e do Adolescente.
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Religião


Em conseqüência da necessidade que tem o adolescente de julgar que por si mesmo e de libertar-se dos cueiros da infância, vão-se manifestar, segundo os temperamentos e a influência do meio, duas atitudes contraditórias. Em alguns, sobretudo, talvez, nas meninas, os sentimentos religiosos vão tomar um impulso até a exaltação. Virão a confundir, facilmente, as manifestações de sua sensiblidade com o sentimento religioso. Se não forem bem esclarecidas, imaginarão terem perdido a Fé por não experimentarem sentimento, isto é, sensações durante suas orações e práticas religiosas. Convém lembrar-lhes que a verdadeira vida de piedade reside na vontade e não na sensibilidade e que, para perseverar na Fé, é preciso realizar atos e não se contentar com sentir emoções.

Tovadia, essa é também a idade dos sonhos de perfeição e de heroísmo. As almas generosas, sobretudo, as que receberam uma forte educação cristã durante a infância procurarão imitar os santos e facilmente chegarão a crer que são chamadas a uma vocação excepcional. É preciso, ao contrário, servir-se dessa tendência dos adolescentes, para confirmá-los em seus desejos de perfeição, velando, ao mesmo tempo, para impedí-los de desviarem-se. O tempo e as exigências da vida não tardarão em repor o problema da vocação dentro do limite do real e do possível.

E era apenas uma adolescente. :(

Uma adolescente de 13 anos foi lapidada até à morte depois de violada e condenada por um tribunal islâmico da Somália que a considerou culpada de adultério, revelou hoje a Unicef.
«É um incidente trágico e lamentável. Uma criança é duplamente vítima, primeiro dos autores da violação e depois daqueles que administram a justiça», denunciou o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a Somália, Christian Balslev-Olesen.
«Este incidente mostra a vulnerabilidade extrema das raparigas e das mulheres na Somália», acrescentou a Unicef, assinalando que a violência ligada ao sexo ou ao género é exacerbada pela instabilidade crónica do país, em guerra civil desde 1991.
Aisha Ibrahim Dhuhulow foi lapidada até à morte na semana passada por uma multidão, durante uma execução pública depois de ter sido declarada culpada por um tribunal islâmico de Kismayo, no Sul da Somália.
Segundo a Unicef, a vítima foi violada por 3 homens quando se deslocava para visitar a avó. «Depois da agressão, ela procurou a protecção das autoridades, que a acusaram de adultério e condenaram à morte», noticiou aquela agência da ONU.

Conflito armado interno ameaça direitos de crianças e adolescentes

Os direitos de meninos, meninas e adolescentes de Colômbia continuam sendo ameaçados. O principal motivo é o conflito armado interno no país, que interfere de forma direta na vida de milhares de crianças e jovens colombianos.

 Prova disso é a cifra de garotos e garotas que já são combatentes. Segundo estimativas, um a cada quatro lutadores é menor de 18 anos. Violência sexual, esgotamento físico, doenças e torturas são algumas situações a que estes meninos estão submetidos.
A utilização de menores de 18 anos nestas atividades pode prejudicar o desenvolvimento psicológico e social de meninos, meninas e adolescentes. Afinidade pelas armas, migração forçada, adesão de outras crianças para fins bélicos são algumas das consequências do uso de crianças no conflito armado.
De acordo com a Corte Constitucional de Colômbia, os grupos armados ilegais recrutam crianças e adolescentes no país de "maneira generalizada, sistemática e habitual". Enquanto o número de recrutamento aumenta, a idade dos recrutados diminui. A cifra de participantes em grupos armados ilegais menores de 18 anos varia entre 8.000, segundo informações do Ministério da Defesa, e 11.000, de acordo com fontes não governamentais. Ademais, estima-se que, em alguns casos, a cifra de meninos, meninas e adolescentes nestes batalhões pode representar até 30% dos integrantes de cada grupo armado. A idade, por sua vez, diminui cada vez mais. Segundo a Defensoria do Povo da Colômbia e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a idade média dos recrutados passou de 13,8 anos, em 2002, para 12,8 anos, em 2006.
Tal situação afeta não só a população colombiana, mas também a todos os países vizinhos. Isto porque, por temor a que seus filhos ou irmãos possam ser recrutados ou utilizados no conflito armado, colombianos e colombianas pedem refúgio às nações próximas. Estas, no entanto, também acabam ameaçadas pela violência da guerra interna do país.
As informações são do Serviço Jesuíta a Refugiados da América Latina e Caribe

Guerras e conflitos



A regionalização do conflito colombiano afeta política, social, econômica e culturalmente a todos os países vizinhos, especialmente a Venezuela, Equador, Panamá e o Brasil, onde centenas de refugiados, unidos a seus novos vizinhos, continuam vivendo a violência generalizada que originou seu deslocamento inicial. Não só as crianças recrutadas ou utilizadas diretamente se vêem afetadas, senão que derivado do clima de violência, vai-se gerando nos NNA condições que no futuro podem concretar-se em sentimentos de afinidade pelas armas, pela resolução armada dos conflitos, adesão a outros meninos com fins bélicos, a migração forçada da região e um clima de silêncio que ampara os grupos armados por medo a represálias
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O recrutamento e utilização de NNA por parte de grupos armados é um crime de lesa humanidade. No Dia Internacional da Criança, nós os convidamos para fazer memória dos milhares de NNA que diariamente na atualidade são vítimas deste crime na Colômbia e suas fronteiras. É um crime que devemos visibilizar na comunidade internacional, levantar a voz por estes NNA, denunciar sua dor, exigir a proteção, garantia e cumprimento de seus direitos para o desenvolvimento pleno e capaz de sua condição humana.
É de suma importância e urgência que nos unamos para incidir no âmbito jurídico nacional e internacional para que o tema seja exposto nas magnitudes reais e não fique na impunidade como muitos outros crimes cometidos na Colômbia, no contexto dessa guerra interna que desola o país há mais de 50 anos.

Guerras.




Colômbia / Sociedade – Na Colômbia milhares de crianças e adolescentes são vinculados de forma direta aos grupos armados, através do recrutamento e da utilização em diferentes ofícios no contexto da guerra. Para qualquer ser humano no mundo, ver-se submetido contra sua vontade a cometer atos atrozes, sofrer doenças, esgotamento físico, violência sexual, feridas, torturas e enfrentar situações radicais que podem ter desenlaces mortais, são atos desumanos, e mais ainda quando os que são obrigados a sofrer são crianças e adolescentes (NNA).

Estima-se que um de cada quatro combatentes é menor de 18 anos e que em alguns casos podem representar cerca de 20 a 30% de cada esquadrão armado de grupos fora da lei (2).
A vinculação de NNA a grupos armados não distingue idade, gênero, nem nacionalidade. Hoje em dia a gravidade do tema ultrapassou as fronteiras da Colômbia afetando também seus países vizinhos. Como resultado, muitos colombianos solicitaram refúgio nos países fronteiriços por temor a que seus filhos pudessem ser recrutados ou utilizados com fins bélicos na guerra colombiana. No entanto, nas comunidades receptoras de refugiados, eles não escapam do medo de que seus filhos possam ser vinculados ao conflito armado; ameaça que também inclui a NNA do país receptor.

Adolesccentes sofrem com guerras.





Um crime de guerra que deve ser reconhecido pelo mundo, pedindo para dar um basta à impunidade

“Em outubro de 2008, a Corte Constitucional da Colômbia afirmou […] que os grupos armados ilegais estavam recrutando crianças na Colômbia de maneira generalizada, sistemática e habitual, e que ainda não se conhecia a verdadeira magnitude e alcance territorial destes recrutamentos. O número estimado de crianças que participam em grupos armados ilegais oscila entre 8.000, segundo o Ministério de Defesa, e 11.000, segundo fontes não governamentais […] Num estudo realizado pela Defesa do Povo da Colômbia e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) dstacou-se que a idade média de recrutamento havia diminuído de 13,8 anos em 2002 a 12,8 em 2006” (1).

Crises.



Adolescência e crise

O psicanalista francês Charles Melman (1996) nos lembra que a noção de crise associada a esse período de transição se encontra essencialmente em nossa cultura. Ele afirma que “não há nenhum sinal dela, enquanto crise psíquica, nos textos das culturas gregas e latinas, onde seria um simples período de introdução a vida social”. A crise psíquica - na adolescência - como um processo de transição entre um mundo (infantil) e outro (adulto), pode ser assinalada como um fenômeno característico das sociedades pós-industriais capitalistas. Nelas, não encontramos ritos de passagem responsáveis pela demarcação de uma fase e outra. A ausência de cerimônias reguladoras, verificadas em sociedades menos evoluídas do que a nossa, certamente, favorece a crise psíquica que conhecemos na fase adolescente.

A crise na adolescência, identificada, então, nos jovens de nossa sociedade, seria determinada em razão de uma sociedade industrial tecnicamente desenvolvida, já que, existem inúmeras dificuldades, as quais os jovens terão que se deparar e enfrentar para que possam ingressar no mundo dos adultos (do trabalho), deste modo, exercer seu poder de sustento básico, se for o caso, instituir família, responder por seus atos como cidadão adulto. Logo, alcançaria uma posição de certa liberdade e autonomia pela possibilidade de ter seu emprego, salário, etc, o que significa, teoricamente, não depender mais financeiramente de seus Pais.

Na verdade, porém, as sociedades modernas - ou pós-modernas - tornaram-se complexas, assim, os jovens precisam, cada vez mais cedo, qualificar-se para o mercado de trabalho que, aliás, vem se tornando cada vez mais técnico e exigente.

Levando em conta o cenário em que vivemos, o jovem de nossa sociedade, sendo sensível aos acontecimentos, percebe e sente, como ninguém, a(s) crise(s) da qual (nós adultos, também) vivemos; seja ela de valores, educacional, ética, moral, econômica, política, etc. Outrossim, dentre outras coisas, percebe e vivencia a violência cotidiana, muitas vezes banalizada, o individualismo e consumismo exacerbado, a problemática das drogas, o stress de cada dia e o desemprego.

Em última análise, num País como o nosso, em que muitas crianças ingressam demasiadamente cedo no mundo do trabalho, essa questão merece ser considerada. As referidas crianças das quais estou falando, diz respeito a uma grande parcela de crianças brasileiras que vivem em condições precárias, miséria, são elas, muitas vezes, que auxiliam na sobrevivência de suas famílias, são pequenos trabalhadores braçais. Por todas as implicações, efeitos e conseqüências que esta situação suscita, essas crianças não sofrem crise psíquica, característica da adolescência. Portanto, levando em conta as questões acima referidas, questiona-se: no mundo em que vivem essas crianças, existe adolescência? Existe fase característica que determina a passagem do mundo infantil para o mundo adulto? De qual adolescência a maioria das teorias tratam?


Arnaldo Chagas - Psicólogo, mestre em Psicologia Social e Institucional- Ufrgs. Coordenador do GERTA: Grupo de Estudo e Reflexão sobre Toxicomanias e Adolescência (Ufsm). Prof. da Ulbra/SM e Uri/RS

 

O anticoncepcional.


Métodos anticoncepcionais:
A prevenção da gestação não planejada é fundamental, principalmente para adolescentes sexualmente ativos, que devem ser orientados precocemente, uma vez que a idade para início das relações sexuais está diminuindo cada vez mais, enquanto estão aumentando o número de adolescentes grávidas.
Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos.


Existem cinco métodos:

· Comportamentais ou de abstinência periódica:
São aqueles que identificam o período fértil, para se ter relações nesse período.

- Tabelinha
- Método de Billings ou da ovulação

· Barreira:
São aqueles que não deixam os espermatozóides subirem através do colo do útero.

- Camisinha
- Diafragma
- Espermicidas

· Hormonais:
São aqueles que possuem substâncias que produzem algumas alterações no aparelho genital da mulher. Sua atuação é principalmente ao nível de ovário, trompas, endométrio e muco.

- Pílulas
- Injetáveis

· Intra-uterinos:
Colocação de um aparelho que fica dentro do útero.

- DIU

· Cirúrgicos:
Operações que são feitas tanto no homem quanto na mulher para interromper definitivamente a capacidade reprodutiva.

- Vasectomia
- Ligadura de Trompas

Fatos que podem ser evitados 2 .



á se foi o tempo em que meninas de 13 anos brincavam com sua linda boneca fingindo ser seu bebezinho. Hoje “brincam com bonecos”, achando muitas vezes ser seu lindo príncipe encantado. Estes, por sinal, bem grandinhos: falam, estudam, saem, beijam na boca, e com estes, na maioria das vezes, acabam tendo um bebezinho. Só que diferentemente de uns anos atrás, esse bebezinho é bem real. E como qualquer bebê, ele chora de madrugada na melhor parte do sonho, aquela em que você beija o lindo príncipe encantado. Come, gasta muito dinheiro, precisa de muita atenção, tempo e todos os cuidados possíveis e imagináveis. Responsabilidades que geralmente uma adolescente não está nem um pouco preparada e disposta a se submeter. Que adolescente vai querer ficar um sábado à noite em casa escutando um recém-nascido chorar o tempo todo enquanto sua “turma” está na mais badalada boate se divertindo?! Por mais incrível que seja ter seu próprio bebezinho em seus braços, vai ter uma hora em que você vai sentir falta e vai querer que tudo fosse como antes. E o lindo príncipe encantado, nesta hora, sumiu e provavelmente vai estar lá na boate com a “turma”. Quanto à escola, o primeiro pensamento é largar os estudos não pensando nas futuras conseqüências. Mas o que será do futuro destas adolescentes? Agora  eninas. Imagina como um pai deve ficar desesperado ao ver sua menininha de 11, 12, 13 anos, grávida. É claro que não adianta expulsá-la de casa, colocá-la para trabalhar, obrigá-la a casar, pois não adiantará de nada depois de grávida, e muito pelo contrário só vai piorar a situação. Se uma mulher adulta grávida já fica muito sensível e insegura, imagina uma adolescente despreparada sem apoio algum. Devido a isto e a outros fatores, o medo da gravidez leva muitas adolescentes ao aborto clandestino como solução. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados por ano no Brasil, 1 milhão ocorrem entre adolescentes. Muitas delas ficam estéreis e cerca de 20% morrem em decorrência desta prática. Muitas acabam até cometendo suicídio, fugindo de casa, etc. Hoje as desculpas tipo: “foi falta de informação”, “pressão do namorado e/ou amigos”, “meus pais não conversam comigo” e algumas até que “foi coisa de momento”, não enganam mais ninguém. Com estas desculpas, estas adolescentes só estão se mostrando irresponsáveis e imaturas, mesmo que muitas vezes tenham feito tudo com a intenção de se auto-afirmar adultas, confirmando apenas que só o corpo e a idade mudaram, pois a cabeça continua a mesma de uma criança. Realmente é uma das coisas mais perfeitas do mundo você ter seu bebê nos braços sem que qualquer um opine o que fazer ou como fazer. Mas por que não esperar um pouco? Primeiro estudar, garantir um bom emprego, se estabilizar não só financeiramente, mas psicologicamente, amadurecer, sair bastante sem preocupações, ter sua casa, ser independente, e aí sim casar e ter seus filhos. Há de concordar que é melhor assim não só para as adolescentes, como para seus pais que vão poder ser orgulhar da filha que criaram com tanto amor, para os bebês que antes teriam uma mãe totalmente confusa que, na maioria das vezes, agiria de forma errada e, principalmente, para elas que teriam uma gravidez tranqüila.


Se liga!
- No Brasil, o parto é a primeira causa de internação de adolescentes no sistema público de saúde.
- De cada 10 mulheres que hoje têm filhos, duas são adolescentes.
- 10% dos abortos realizados são praticados por mulheres entre 15 e 19 anos.
- Anualmente, 14 milhões de adolescentes no mundo tornam-se mães.
- Na América Latina nascem 3.312.000 filhos de mães adolescentes por ano.
- No Brasil, cerca de 700 mil meninas se tornam mães a cada ano. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos.
- Desde 1970, tem aumentado os casos de gravidez na adolescência e diminuído a idade das adolescentes grávidas.
- Na faixa dos 14 anos, a mulher ainda não tem uma estrutura óssea e muscular adequada para o parto e isso significa uma alta probabilidade de risco para ela e para o feto.
- O resultado mais comum em uma gestação precoce é o nascimento de um bebê com peso abaixo do normal o que exige cuidados médicos especiais de acompanhamento do recém-nascido.
- No Brasil, é no estrato social mais pobre que se encontra o maior índice de fecundidade na população adolescente.


Fatos que podem ser evitados.




O fato é que a preocupação com os filhos jovens, embora diferentes das de hoje, é milenar, portanto, a adolescência, vista nesta perspectiva, não pode ser considerada como um fenômeno exclusivamente moderno ou pós-moderno. Outrora, a adolescência, embora não sendo apresentada enquanto processo de mudança ou fase que a determinasse, alguns comportamentos eram marcadamente e, até certo ponto, determinantes dos homens jovens. A crise na adolescência como a entendemos hoje, naquele período, não era referenciada.

Voltando ao nosso tempo, uma primeira ressalva: claro está que as características físicas e biológicas devem ser consideradas enquanto “marcas” de transição entre a vida infantil e a adulta, o que não significa dizer que a determinação da fase adolescente seja definitivamente e exclusivamente reconhecida por intermédio da idade e pelas alterações orgânicas. Para se pensar em adolescência, é preciso considerar, de modo especial, os aspectos psicológicos, fatores sócio-culturais, cognitivos, etc. Outrossim, é preciso pensar no contexto, ou seja, refletir sobre o mundo - o cenário - em que o jovem está inserido.

Na verdade a adolescência deve ser pensada em três condições: enquanto desenvolvimento biológico do indivíduo, aspectos psicológico, social e cultural.

Coisas de adolescente.

Etimologicamente falando, adolescência provém do verbo “adolescerê”, que significa brotar, fazer-se grande. Em geral, acredita-se que o fenômeno da adolescência é um processo de mudança que marca a passagem da infância para a fase adulta, esse processo é sinal distintivo das sociedades consideradas menos evoluídas, pois, em inúmeras tribos, podemos identificar ritos de passagem que denotam esta operação definitivamente.

Com efeito, mesmo em termos de idade, não existe um consenso determinando o período exato de duração da adolescência. Mesmo assim, vários autores preferem concordar com a idéia de que a fase adolescente inicia depois da infância, por volta dos 12 (dose) anos e termina por volta do 18 (dezoito). Em termos de lei, semelhante à posição anterior, levando em conta o estatuto da criança e do adolescente, adolescência seria o período de vida que dura entre – aproximadamente – 12 (dose) anos e os 18 (dezoito) anos de idade. Essa afirmação pode até ser interessante em termos de lei, porém, não é nada esclarecedora para os profissionais que lidam com adolescentes, exatamente pela complexidade e pelas controvérsias importantes que são apresentadas pelo referido fenômeno.

O que se verifica é uma verdadeira indefinição sobre o conceito de adolescência. Encontramos posições que são diversas das primeiras, são posições de autores que não privilegiam a idade como um critério exato e rígido que determinaria o referido período, para eles, a adolescência não é uma fase natural do crescimento humano, ela diz respeito a um processo cultural, assim referida, pode ser considerada como um fenômeno moderno que, aliás, surgiu e se desenvolveu nos E.U.A a partir do início do século XX. Essa posição, que também pode questionada, propõe uma compreensão da adolescência como uma invenção da modernidade. Atualmente verifica-se uma tendência em concordar com essa idéia, outros autores, todavia, preferem concordar apenas em parte.

O psicanalista Francisco Settineri (1999), tratando da “adolescência como posição subjetiva”, é um dos que fazem parte desta última categoria. Em seu texto, apresenta um dado esclarecedor sobre o que estamos tratando, sobretudo, quando identifica, outrora, preocupações dos pais em relação aos jovens. Destarte, aponta como referência a Comédia “As nuvens”, de Aristófanes, lembrando que, na primeira encenação data 423 A. C., logo no inicio do texto, pode ser identificada a queixa de Strepsíades a respeito de seu filho Fidípides, quando este passa a contrair dívidas em que seu pai, deveras preocupado, terá que pagar para sustentar os caprichos do filho. Fidípides gasta com cavalos, cocheiras. O Pai reclama: “coitado de mim, não posso dormir atormentado pelas despesas contraídas por meu filho (...). [ele exibe] “sua longa cabeleira (...) guia um carro, sonha com cavalos, enquanto eu estou minguando ao ver a lua trazendo os dias dos vencimentos, ao mesmo tempo que as dívidas e os juros se amontoam” (Ibidem., 999, p. 169)

Adolescência - Algo contraditório.










Atualmente se fala muito em adolescência, em crise adolescente. As tentativas de lançar luz sobre o fenômeno trazem consigo uma infinidade de questões, atuais e complexas, que envolvem, sobretudo, os jovens de nossa sociedade. É comum relacionarmos adolescência com drogas, sexo, educação, problemas de imposição de limites, violência, delinqüência, etc. Mas afinal! O que significa adolescência? É possível uma determinação consensual a respeito desse conceito? Podemos pensar a adolescência hoje como pensávamos tempos atrás?

Existe, na literatura especializada, uma vasta bibliografia que busca definir o fenômeno da adolescência, contudo, nela encontramos inúmeras reflexões que apontam para controvérsias passíveis de debates e questões interessantes.

VIOLÊNCIA E AGRESSÃO da criança e do adolescente

 

A legislação brasileira considera como criança a pessoa com idade entre zero e doze anos, e passíveis apenas da aplicação de medidas protetoras quando cometem infração (delinqüência) ou se encontram em situação de risco,  de acordo com o art. 101 da Lei n. 8069/90, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. 
A adolescência, por sua vez, se considera para pessoas entre os doze e os dezoito anos, encontrando-se as mesmas sujeitas à aplicação das mesmas medidas protetoras e à aplicação de medidas sócio-educativas (art. 112 do mesmo Estatuto da Criança e do Adolescente).
Concomitantemente, a legislação imputa aos pais as medidas previstas no art. 129 do sEstatuto da Criança e do Adolescente, em caráter administrativo, possibilitanto ainda a aplicação de multa por infração ao art. 249 da mesma lei. 
Tais medidas citadas decorrem da filosofia de proteção integral ao menor. A pergunta que emocionalmente e moralmente fazemos é a seguinte: menor de que ou de quem? - Menor de altura, de idade, de maturidade... menor que a vítima, menor que a vontade política, que a capacidade da justiça... enfim, meno do que o que?
Pretensamente as medidas de proção ao menor almejam um caráter eminentemente desenvolvimentista e formador da cidadania, enquanto as medidas sócio-educativas, pretendem-se com caráter punitivo ou recuperadoras, bem como administrativo/punitivo.
A agressividade é sempre um tema da atualidade, especialmente a agressividade juvenil, atualmente relacionada às ações das gangues, dos franco-atiradores de escolas, dos queimadores de mendigos, dos homicidas de grupos étnicos, ou simplesmente dos agressivos intrafamiliares.
Não devemos acreditar que a violência infanto-juvenil restringe-se aos internos da FEBEM ou às classes menos favorecidas da sociedade, conforme bem alerta Paulo Ceccarelli. Existe uma população de delinqüentes em outras classes sociais mais protegidas, seja pelos muros dos condomínios de luxo, seja por estatutos sociais não-escritos que zelam dos "bons hábitos familiares", enfim, existe uma população de delinqüentes que  raramente é punida e cujos atos nunca chega aos nossos ouvidos.
Os adolescentes e jovens que se destacam pela hostilidade exagerada, podem ter um histórico de condutas agressivas que remonta a idades muito mais precoces, como no período pré-escolar, por exemplo, quando os avós, pais e "amigos" achavam que era apenas um "excesso de energia" ou uma travessura própria da infância.


ABUSO SEXUAL INFANTIL!


Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças que se vê nas estatísticas, seja quantos milhares forem, devemos ter em mente que, de fato, esse número pode ser bem maior. A maioria desses casos não é reportada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser devastador.
O abuso sexual às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido.
Em tese, define-se Abuso Sexual como qualquer conduta sexual com uma criança levada a cabo por um adulto ou por outra criança mais velha. Isto pode significar, além da penetração vaginal ou anal na criança, também tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os genitais do adulto ou de outra criança mais velha, ou o contacto oral-genital ou, ainda, roçar os genitais do adulto com a criança.
Às vezes ocorrem outros tipos de abuso sexual que chamam menos atenção, como por exemplo, mostrar os genitais de um adulto a um criança, incitar a criança a ver revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para elaborar material pornográfico ou obsceno.
   A Criança Abusada
Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter habilidade diante desse tipo de estimulação.
A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono.
Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo.
A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa que abusa ameaçar de violência se a criança negar-se aos seus desejos.
Algumas crianças abusadas sexualmente podem ter dificuldades para estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos.
Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, principalmente se o abusador é alguém da família.
Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o abusador estiver perto.
O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:
1.Interesse excessivo ou evitação de natureza sexual;
2.Problemas com o sono ou pesadelos;
3.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
4.Achar que têm o corpo sujo ou contaminado;
5.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
6.Negar-se a ir à escola,
7.Rebeldia e Delinqüência;
8.Agressividade excessiva;
9.Comportamento suicida;
10. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;
11. Retirar-se ou não querer participar de esportes;
12. Respostas ilógicas (para-respostas) quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais;
13. Temor irracional diante do exame físico;
14. Mudanças súbitas de conduta.
  Algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de Transtorno de Conduta severo fantasiam e criam falsas informações em relação ao abuso sexual.


Adolescência e Gravidez ..


A adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado, por alguns, um momento de conflitivo ou de crise. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais, mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa, uma tomada de posição social, familiar, sexual e entre o grupo.
A puberdade, que marca o início da vida reprodutiva da mulher, é caracterizada pelas mudanças fisiológicas corporais e psicológicas da adolescência. Uma gravidez na adolescência provocaria mudanças maiores ainda na transformação que já vinha ocorrendo de forma natural. Neste caso, muitas vezes a adolescente precisaria de um importante apoio do mundo adulto para saber lidar com esta nova situação.
Porque a adolescente fica grávida é uma questão muito incômoda aos pesquisadores. São boas as palavras de Vitalle & Amâncio (idem), segundo as quais a utilização de métodos anticoncepcionais não ocorre de modo eficaz na adolescência, inclusive devido a fatores psicológicos inerentes ao período da adolescência. A adolescente nega a possibilidade de engravidar e essa negação é tanto maior quanto menor a faixa etária.
A atividade sexual da adolescente é, geralmente, eventual, justificando para muitas a falta de uso rotineiro de anticoncepcionais. A grande maioria delas também não assume diante da família a sua sexualidade, nem a posse do anticoncepcional, que denuncia uma vida sexual ativa. Assim sendo, além da falta ou má utilização de meios anticoncepcionais, a gravidez e o risco de engravidar na adolescente podem estar associados a uma menor auto-estima, à um funcionamento familiar inadequado, à grande permissividade falsamente apregoada como desejável à uma família moderna ou à baixa qualidade de seu tempo livre. De qualquer forma, o que parece ser quase consensual entre os pesquisadores, é que as facilidades de acesso à informação sexual não tem garantido maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e nem contra a gravidez nas adolescentes.
Uma vez constatada a gravidez, se a família da adolescente for capaz de acolher o novo fato com harmonia, respeito e colaboração, esta gravidez tem maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos. Porém, havendo rejeição, conflitos traumáticos de relacionamento, punições atrozes e incompreensão, a adolescente poderá sentir-se profundamente só nesta experiência difícil e desconhecida, poderá correr o risco de procurar abortar, sair de casa, submeter-se a toda sorte de atitudes que, acredita, “resolverão” seu problema.O bem-estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para si própria, para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. A adolescente grávida, principalmente a solteira e não planejada, precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita, precisa sentir segurança e apoio necessários para seu conforto afetivo, precisa dispor bastante de um diálogo esclarecedor e, finalmente, da presença constante de amor e solidariedade que a ajude nos altos e baixos emocionais, comuns na gravidez, até o nascimento de seu bebê.
Mesmo diante de casamentos ocorridos na adolescência de forma planejada e com gravidez também planejada, por mais preparado que esteja o casal, a adolescente não deixará de enfrentar a somatória das mudanças físicas e psíquicas decorrentes da gravidez e da adolescência.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado, assim como deve ser levado a sério o próprio processo do parto. Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente, tais como o tamanho e conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformação e fantasias da mãe ex-criança, além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentes.
Para se ter idéia das intercorrências emocionais na gravidez de adolescentes, em trabalho apresentado no III Fórum de Psiquiatria do Interior Paulista, em 2000, Gislaine Freitas e Neury Botega mostraram que, do total de adolescentes grávidas estudadas na Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba, foram encontrados: casos de Ansiedade em 21% delas, assim como 23% de Depressão. Ansiedade junto com Depressão esteve presente em 10%.
Importantíssima foi a incidência observada para a ocorrência de ideação suicida, presente 16% dos casos, mas, não encontraram diferenças nas prevalências de depressão, ansiedade e ideação suicida entre os diversos trimestres da gravidez. Tentativa de suicídio ocorreu em 13% e a severidade da ideação suicida associação significativa com a severidade depressão.
Procurando conhecer algumas outras características da população de adolescentes grávidas como estado civil, escolaridade, ocupação, menarca, atividades sexuais, tipo de parto, número de gestações e realização de pré-natal, Maria Joana Siqueira  refere alguns números interessantes.
Números interessantes da Gravidez na Adolescência
Porcentagem de grávidas entre 16 e 17 anos
84%
Primigestas (primeira gestação)
75%
Freqüentaram o pré-natal
95%
Tiveram parto normal
68%
Menarca (1a. menstruação) entre os 11 e 12 anos
52%
Não utilizavam nenhum método contraceptivo
56%
Usavam camisinha às vezes
28%
Utilizavam a pílula
16%

A primeira relação sexual ocorreu*:
até os 13 anos
10%
entre 14 e 16 anos
27%
entre 17 e 18 anos
18%
entre 19 e 25 anos
17%
depois dos 25 anos
2%

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA - 1


A gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.
A incidência de gravidez na adolescência está crescendo e, nos EUA, onde existem boas estatísticas, vê-se que de 1975 a 1989 a porcentagem dos nascimentos de adolescentes grávidas e solteiras aumentou 74,4%. Em 1990, os partos de mães adolescentes representaram 12,5% de todos os nascimentos no país. Lidando com esses números, estima-se que aos 20 anos, 40% das mulheres brancas e 64% de mulheres negras terão experimentado ao menos 1 gravidez nos EUA .
No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes, número que representa três vezes mais garotas com menos de 15 anos grávidas que na década de 70, engravidam hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e, por causa da repressão familiar, muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.
A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou um dado alarmante; 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos, 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos.
Segundo Maria Sylvia de Souza Vitalle e Olga Maria Silvério Amâncio, da UNIFESP, quando a atividade sexual tem como resultante a gravidez, gera conseqüências tardias e a longo prazo, tanto para a adolescente quanto para o recém-nascido. A adolescente poderá apresentar problemas de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de complicações da gravidez e problemas de parto. É por isso que alguns autores considerem a gravidez na adolescência como sendo uma das complicações da atividade sexual.
Ainda segundo essas autoras, o contexto familiar tem uma relação direta com a época em que se inicia a atividade sexual. As adolescentes que iniciam vida sexual precocemente ou engravidam nesse período, geralmente vêm de famílias cujas mães se assemelharam à essa biografia, ou seja, também iniciaram vida sexual precoce ou engravidaram durante a adolescência. 
O comportamento sexual do adolescente é classificado de acordo com o grau de seriedade. Vai desde o "ficar" até o namorar. "Ficar" é um tipo de relacionamento íntimo sem compromisso de fidelidade entre os parceiros. Num ambiente social (festa, barzinho, boate) dois jovens sentem-se atraídos, dançam conversam e resolvem ficar juntos aquela noite. Nessa relação podem acontecer beijos, abraços, colar de corpos e até uma relação sexual completa, desde que ambos queiram. Esse relacionamento é inteiramente descompromissado, sendo possível que esses jovens se encontrem novamente e não aconteça mais nada entre eles de novo.
Em bom número de vezes o casal começa "ficando" e evoluem para o namoro. No namoro a fidelidade é considerada muito importante. O namoro estabelece uma relação verdadeira com um parceiro sexual. Na puberdade, o interesse sexual coincide com a vontade de namorar e, segundo pesquisas, esse despertar sexual tem surgido cada vez mais cedo entre os adolescentes . O adolescente, impulsionado pela força de seus instintos, juntamente com a necessidade de provar a si mesmo sua virilidade e sua independente determinação em conquistar outra pessoa do sexo oposto, contraria com facilidade as normas tradicionais da sociedade e os aconselhamentos familiares e começa, avidamente, o exercício de sua sexualidade. 
Há uma corrente bizarra de pensamento que pretende associar progresso, modernidade, permissividade e liberalidade, tudo isso em meio à um caldo daquilo que seria desejável e melhor para o ser humano. Quem porventura ousar se contrapor à esse esquema, corre o risco de ser rotulado de retrógrado. As pessoas de bom senso silenciam diante da ameaça de serem tidas por preconceituosas, interessando à cultua modernóide desenvolver um cegueira cultural contra um preconceito ainda maior e que não se percebe; aquele que aponta contra pessoas cautelosas e sensatas, os chamados "conservadores", uma espécie acanhada de atravancador do progresso. 
As atitudes das pessoas são, inegavelmente, estimuladas e condicionadas tanto pela família quanto pela sociedade. E a sociedade tem passado por profundas mudanças em sua estrutura, inclusive aceitando "goela abaixo" a sexualidade na adolescência e, conseqüentemente, também a gravidez na adolescência. Portanto, à medida em que os tabus, inibições, tradições e comportament


Tratamento ..

Muitos jovens deprimidos podem se beneficiar de um programa de tratamento adequado. O primeiro passo, evidentemente, é procurar a experiência de um profissional capacitado para diagnóstico, aconselhamento, tratamento e ajuda. Juntamente com o adolescente, os familiares e o médico podem chegar a uma decisão sobre o tipo mais adequado tratamento para o paciente. Para alguns adolescentes, o aconselhamento pode ser a única terapia necessária. Muitas vezes o tratamento medicamentoso é indispensável mas, mesmo com ele, o aconselhamento que envolve o adolescente e sua família é bastante benéfico.
Existem vários antidepressivos eficazes que podem ser utilizados no tratamento da depressão na adolescência, especialmente nos casos mais graves. As principais classes destes medicamentos são os Antidepressivos Tricíclicos, Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs), os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e os Antidepressivos Atípicos ♥