sexta-feira, 4 de dezembro de 2009



Felicidade não tem preço !



Para quem acredita que felicidade não é um privilégio e sim o resultado de quem escolhe ser feliz.


"a única forma de multiplicar a felicidade é dividi-la com alguém."
a felicidade mora no coração que está em paz, que ama a todos e a tudo, que sabe perdoar e, principalmente, que aprendeu a esperar com confiança por dias melhores. tudo acontece com uma razão. observaremos os nossos sentimentos diante do que nos chega, procuraremos aprender com tudo que acontece, pois aqui estamos numa escola, onde muitas vezes um segundo pode ensinar mais do que uma hora.

Um amor eterno é um amor verdadeiro ! s2







O amor verdadeiro é aquele conquistado todos os dias, quem ama verdadeiramente podem se passar anos, décadas mais aquele amor vai permanecer ali intacto as mais diferentes épocas!

Se é amor que seja verdadeiro



Um dia descobrimos que beijar uma pessoa
para esquecer outra é bobagem...
você não só não esquece a outra pessoa,
como ainda pensa muito mais nela...
um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável.

Mais nada como um dia após o outro,
e se você quer amar e ser amado vale apena esperar.
E se quer coisa séria, é coisa séria,
e tem que ter sabedoria !
Pois todos dizem amar,
mais nem sempre fazem juiz do que dizem !




Por: Analice Gódoy - Psicóloga especialista em ADOLESCENTES !

Crianças e adolecentes tem tanto uma vida feliz quanto triste.




Mais de 40% das crianças menores de 5 anos na América Latina não têm acesso adequado a saneamento. Cerca de 20 mil delas morrem anualmente antes de completar essa idade em conseqüência de doenças desenvolvidas pela falta de saneamento. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Para Ann Veneman, diretora executiva do Unicef, “a ausência de saneamento adequado tem sérios impactos sobre a saúde e o desenvolvimento social, especialmente para as crianças. Os investimentos na melhoria do saneamento acelerarão o progresso até o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e salvarão vidas”.
Na América Latina e no Caribe, 124 milhões de pessoas não possuem instalações de saneamento melhorado. Assim, elas são obrigadas a usar meios como a defecação ao ar livre e instalações deficientes para a disposição de suas excretas. Só 14% das águas residuais da região são tratadas, enquanto 40% dos resíduos sólidos não são dispostos adequadamente, contaminando a terra e os corpos d’água.
A falta de saneamento afeta não apenas às pessoas que vivem em áreas carentes desses serviços, e sim a toda a sociedade, pois mais de 75% das águas residuais do mundo são jogadas no meio ambiente sem tratamento algum, contaminando as mesmas fontes de águas que usamos para beber.
Por ano, no mundo mais de 200 milhões de toneladas de dejetos humanos ficam sem ser coletados, nem tratados. Unicef chama os Estados a promoverem o saneamento também nas escolas, pois beneficia a aprendizagem e a saúde da infância.
“A falta de instalações de saneamento limpas, separadas e privadas nas escolas é uma das razões pelas quais as crianças, especialmente as meninas em etapa de puberdade, são relutantes em ir para as escolas”, disse o Fundo.
O saneamento melhorado tem efeitos positivos, ainda, no crescimento econômico, na redução da pobreza e significa menor degradação ambiental. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde, cada dólar investido para melhorar o saneamento para alcançar a meta traçada pelos Objetivos do Milênio gera, em média, um beneficio econômico de US$ 12.
“O custo aproximado de US$ 800 milhões de dólares por ano para reduzir pela metade a proporção de pessoas que não contam com saneamento básico antes de 2015 é modesto e possível de assumir. Caso mantido esse mesmo investimento, poderia alcançar o saneamento básico universal em uma ou duas décadas”, acrescentou o Unicef.

Adolescencia no seu pior.





Felicidade é o resultado da simplicidade do viver. Não são as coisas que nos derrubam que nos dão força para continuar a viver, mas sim a felicidade.
Ser feliz é abstracto, cada pessoa tem a sua definição mas tudo pode ser resumido a um momentinho perto dele, ao pisar de um palco, a uma infinidade de coisas a que ninguém dá importância excepto a pessoa que os vive pois é algo que a completa e a faz sentir-se bem consigo própria.
Todos procuramos a felicidade como um estado onde permaneceremos para sempre, onde nada nem ninguém nos afectará, na morte talvez (segundo a religião Católica) mas a morte não é na minha opinião, a felicidade. Só o recordar me traz alegria e só a minha família e os meus amigos me fazem feliz. Sou feliz apesar de nem sempre a vida me sorrir. Tenho família, amigos e um cão que abana o rabo sempre que me vê e me faz sentir importante na vida dele. São estes pequenos gestos como um beijo de bom dia da mãe que, sem nos apercebermos nos tornam felizes.
Não quero pôr esta felicidade de lado para dar atenção às feridas que me são causadas pela vida… Quero lembrar-me destes pequenos pormenores e lutar para continuar a usufruir deles… Poder, quem sabe abanar o rabo e mostrar a toda a gente que EU SOU FELIZ!

Felicidade.





Hoje em dia, ninguém, ou quase ninguém diz que é feliz.
Estamos demasiado "absorvidos" nos nossos problemas e não conseguimos ver pequeninas coisas bonitas que nos rodeiam.
Há, realmente, muitas coisas más: a guerra, a fome, as doenças e as nossas insatisfações... 
Mas a felicidade é criada passo a passo. A felicidade não tem pressa. Nós é que estamos sempre muito apressados...
Por isso, lanço um desafio:
SEMPRE QUE TIVERMOS UM PROBLEMA, VAMOS TENTAR RESOLVÊ-LO, SEM PENSARMOS EM TODOS OS OUTROS QUE TAMBÉM TEMOS. E VAMOS PENSAR MAIS VEZES NAS COISAS BOAS QUE NOS FORAM DADAS.
Eu acho que tudo tem uma razão de ser. As coisas que nos acontecem (tanto as más como as boas) não podem ser apenas uma consequência aleatória do nosso planeta. Baseiam-se nas nossa decisões e, quem sabe, no nosso destino.

Tudo nos ensina qualquer coisa.
Mesmo as coisas que, num determinado momento da nossa vida, nos magoaram, mais tarde, quando pensamos nelas, percebemos que serviram para nos darem alguma lição que, de uma maneira ou de outra vai contribuir para a nossa felicidade. Porque ninguém tem uma história de vida igual. Os percursos de vida são sempre diferentes e a felicidade tem formas diferentes de aparecer na vida de uma pessoa.
Eu acho que a felicidade são momentos bonitos, que nos são oferecidos, porque os merecemos... Penso que nunca ninguém é totalmente feliz. Há sempre qualquer coisa que se quer ter ou que se quer fazer e que "impede" a nossa felicidade. Mas são esses objectivos que nos fazem viver.
O modo como o mundo de hoje está não nos permite ver as coisas bonitas. Isso tem de ser alterado. E começa por cada um de nós.
Porque a vida tem de ser vivida ao máximo. Temos de começar a «ver» o mundo e não apenas a «olhá-lo».
Temos de viver a vida. Sem «ses» e sem grandes arrependimentos.
Porque a felicidade é um direito, mas também é um dever.
NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
desconheçido.

Uma adolescencia feliz,

Provérbios 4:13 (BLH)
“Lembre-se daquilo que aprendeu; A sua educação é a sua vida; guarde a bem”.


Como as nossas experiências podem nos ensinar ?

Entrar em oração para que as coisas melhorem e assim aumentar nossa fé.
Não partir para briga, não humilhar nem ofender ninguém, se tornando assim
uma pessoa mais pacifica.
Aprender também a concertar os erros e assim amadurecer.
Deus deseja que tenhamos experiências que nos façam pessoas diferentes, mais comprometidas com Ele em condições de ajudar outros devido as nossas próprias experiências.

2 Corintios 1:3-4 (NVI)
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações”.

Mortes.

O IHA revela ainda que raça, gênero, idade e territórios são fatores que aumentam as chances de um adolescente ser vítima de homicídios. Segundo o índice, os meninos entre 12 a 18 anos têm quase 12 vezes mais probabilidade de ser assassinados do que as meninas dessa mesma faixa etária. Já os adolescentes negros têm quase três vezes mais chance de morrer assassinados do que os brancos. Outro fator apontado é que a maioria dos homicídios é cometida com arma de fogo.

A análise do IHA mostrou também os municípios em que os adolescentes estão mais vulneráveis a esse tipo de violência. Enquanto a média da analise foi de 2 homicídios para cada 1.000 adolescentes, identificou-se 20 municípios onde este número foi igual ou maior a 5.

Os resultados do estudo só reforçam a necessidade de implementação e expansão de programas e ações para a educação e promoção dos direitos de crianças e adolescentes em todo o País, avaliam os órgãos parceiros na elaboração e criação do IHA.

As 20 cidades com maior número de mortes esperadas por homicídio para jovens entre 12 e 18 anos são Foz do Iguaçu (PR), Governador Valadares (MG), Cariacica (ES), Olinda (PE), Linhares (ES), Serra (ES), Duque de Caxias (RJ), Jaboatão dos Guararapes (PE), Maceió (AL),  Recife (PE), Itaboraí (RJ), Vila Velha (ES), Contagem (MG), Pinhais (PR), Luziânia (GO), Cabo Frio (RJ), Ibirité (MG), Marabá (PA), Betim (MG) e Ribeirão das Neves (MG).

Indicador inédito avalia risco de morte para adolescentes em 267 cidades do País



 CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

O Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) foi desenvolvido para medir o impacto da violência nesse grupo social, monitorar o fenômeno e avaliar a aplicação de políticas públicas.
Foi divulgado no último dia 21 de julho o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que apresenta o risco sofrido por adolescentes, entre 12 e 18 anos, de ser vítimas de assassinato nas grandes cidades brasileiras. Segundo a análise, os homicídios representam 46% de todas as causas de mortes dos cidadãos brasileiros nesse faixa etária.
 
O IHA foi desenvolvido no âmbito do Programa Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens, uma iniciativa coordenada pelo Observatório de Favelas e realizada em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj).
 
O estudo avaliou 267 municípios do Brasil com mais de 100 mil habitantes e chegou a um prognóstico alarmante: estima-se que o número de adolescentes assassinados entre 2006 e 2012 ultrapasse a 33 mil se não mudarem as condições que prevaleciam nessas cidades.

Homicídio.





O professor da Uerj Ignácio Cano, que esteve à frente de um estudo, prefere não arriscar razões para explicar o problema de cada cidade. Ele afirma que é preciso avaliar caso a caso.
Entre as soluções, porém, ele é taxativo: é preciso restringir a circulação de armas de fogo. A conclusão é especialmente válida para a região Sudeste, em que esse meio responde pela maior parte dos homicídios.
Em geral, o adolescente assassinado é homem, negro e tem baixa escolaridade. O principal fator de risco é o sexo: na adolescência, um homem tem 12 vezes mais chance de morrer do que uma mulher. Negros, três vezes mais do que brancos.

São Paulo
Segundo Cano, em comparação com outros Estados, São Paulo tem uma situação positiva. Das 71 cidades paulistas com mais de 100 mil habitantes, 59 têm índice de homicídio de adolescentes abaixo da média nacional -em sete delas, a taxa é de zero.
O pesquisador atribui a situação de São Paulo à redução na taxa de homicídios no Estado verificada desde 2001.

Homicídio é a causa de 46% das mortes entre adolescentes.






Cidades do entorno de capitais, além de polos de desenvolvimento regional, têm os maiores índices de assassinatos dos 12 aos 18 anos

Estudo da Uerj em parceria com o Unicef mostra que, de cada mil adolescentes no país, dois deverão morrer antes de completar 19 anos

ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Os homicídios respondem por 46% das mortes de adolescentes no país e são a principal causa de óbitos nessa faixa etária, à frente das causas naturais (25%) e dos acidentes (23%).
A constatação é de estudo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, a ONG Observatório de Favelas e o Unicef, braço da ONU para a infância. O trabalho utiliza informações do Ministério da Saúde relativas a jovens de 12 a 18 anos nas 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Os dados são de 2006.
A pesquisa criou um novo indicador, o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência). Ele mostra que, de cada mil adolescentes brasileiros, dois deverão morrer antes dos 19 anos.
Foram estimados 33 mil assassinatos de adolescentes entre 2006 e 2012 se mantidas as condições atuais, o que equivale a 13 por dia.
Regiões metropolitanas e polos de desenvolvimento regional concentram as cidades com os maiores índices de homicídios de adolescentes no país.
A pior situação está em Foz do Iguaçu (PR), onde quase dez de cada mil devem morrer antes de completar 19 anos.
Na lista das mais violentas, se sobressaem cidades das regiões metropolitanas de Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Entre as capitais, aparecem Recife (PE) e Maceió (AL). O Rio de Janeiro fica em 21º lugar. A capital paulista, em 151º.
Nancy Cardia, coordenadora-adjunta do Núcleo de Estudos da Violência da USP, aponta que, com exceção de Rio e São Paulo, as regiões metropolitanas sofreram um processo de expansão mais recente e, em consequência, têm uma estrutura urbana mais precária.
Ainda segundo ela, estudos mostram que uma série de problemas das cidades está relacionada à violência com crianças e adolescentes: o fato de as crianças mais pobres permanecerem menos tempo na escola e ficarem a maior parte do tempo sem a supervisão de adultos, por exemplo, faz com que elas fiquem mais tempo expostas.

Indices de morte.

No estado do Rio de Janeiro, identificaram-se 68.8% de casos de homicídios na faixa etária de 15-17 anos, proporção sensivelmente superior aos demais estados. Em contrapartida, no estado de São Paulo, ainda que aquela faixa seja a de maior incidência, são elevadas as proporções nas faixas de 0-4 anos (20%) e de 5-9 anos (20%), fato também observado no Espírito Santo e Pernambuco, embora em proporções distintas. Sabe-se que a maior incidência de vítimas, do sexo feminino, ocorre nessas faixas etárias (0-9 anos), em geral ocorrências verificadas no interior do espaço doméstico, praticadas por pessoas próximas às vítimas, como parentes e conhecidos.
Na maior parte, os homicídios são provocados por perfuração, via de regra mediante a utilização de arma de fogo, circunstância de morte que revela intencionalidade do agressor na supressão da vítima. No estado do Rio de Janeiro, a proporção de mortes nessa circunstância é elevada (86.40%), seguindo-se Pernambuco (85%), e São Paulo (71.32%).
Tudo sugere, portanto, que os assassinatos de crianças e adolescentes constituem problema grave em todo o país e, particularmente, nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo. O reconhecimento de um padrão relativamente similar entre as ocorrências indica que não se trata de fatos isolados ou fortuitos. Parece haver uma disposição regular, no interior da sociedade, para aceitar como "normais" acontecimentos desta espécie. No imaginário social de não poucos grupos sociais, crianças e adolescentes procedentes dos estratos sociais mais empobrecidos da população brasileira aparecem como perigosos, verdadeiras ameaças à segurança pública e ao funcionamento harmonioso da ordem social.

Mortes de Crianças e Adolescentes na Imprensa Nacional

 



A pesquisa nasceu de uma preocupação do Centro Brasileiro para Infância e Adolescência (CBIA) com a constituição de um sistema nacional de monitoramento da violência. O objetivo da investigação consistiu em um diagnóstico das mortes violentas de crianças e adolescentes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Pernambuco e Amazonas, no período de 01 de agosto de 1991 a 31 de janeiro de 1992, com base em informações e notícias veiculadas pela imprensa periódica. Buscou-se: (a) conhecer a magnitude do fenômeno; (b) caracterizar as ocorrências, identificando situações preferenciais de risco; (c) caracterizar o perfil sociais das vítimas, identificando grupos, no interior da população infantil e jovem, preferencialmente visados pela ação dos agressores; (d) caracterizar o perfil dos agressores, identificando grupos sociais nos quais eles são preferencialmente recrutados, bem como a possível existência de coletivos organizados para perpetrar parte das mortes observadas na pesquisa. As fontes consultadas foram: O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde e Notícias Populares (São Paulo); Jornal do Brasil, O Globo, O Dia, O Povo (Rio de Janeiro); A Gazeta e A Tribuna (Espírito Santo); Jornal de Sergipe e Jornal da Manhã (Sergipe); Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio (Pernambuco); e A Crítica e O Povo (Amazonas). Os resultados da pesquisa identificaram 607 mortos, nos seis estados, no período observado. Essas mortes compreendem acidentes de trânsito, outros acidentes, homicídios e outras modalidades de morte violenta. Em relação aos homicídios, a maior incidência ocorre no Estado do Rio de Janeiro (73.1%), seguida das ocorrências verificadas nos Estados de Pernambuco (70.2%) e de São Paulo (69.7%). Vê-se, por conseguinte, que os assassinatos de crianças e adolescentes respondem, nestes estados da federação, em torno de 70% da mortalidade violenta nos segmentos etários juvenis. 
As vítimas em potencial provêm de grupos pauperizados, com maior predominância de jovens, na faixa etária de 15-17 anos. A despeito desse padrão, há variações entre os estados. No Rio de Janeiro, é bastante elevado o percentual de jovens do sexo masculino vitimizados (82.4%), ao contrário dos outros estados onde esta proporção oscila entre 65% e 75%. No estado de Sergipe, a proporção de jovens, do sexo feminino, vitimizadas (40%), está muito acima das proporções nos outros estados, que oscilam entre 20 a 25% das mortes.


O uso da Internet para fins educativos; *




- A Internet é uma ferramenta maravilhosa para o ensino em geral, de línguas estrangeiras em especial. Ela permite o acesso fácil de professores e alunos a uma infinidade de material informativo autêntico e atualizado sobre todos os assuntos da cultura alvo. Além de dar muitos exemplos concretos e de mostrar as possibilidades de usar a rede para projetos interativos e para a formação e capacitação de professores, o trabalho dá um resumo da história e do funcionamento dos procedimentos básicos da Internet.
E é assim que a Professora Márcia Suênia que ministra a matéria de PPP tenta fazer de nós pessoas que usam a Internet não só pra uso pessoal mais também como fonte de cultura, didática, e usa sites como o ORKUT como uma ferramenta inusitada, para a formação e capacitação dos novos e futuros professores do
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO GOVERNADOR ROBERTO SILVEIRA!



Muitos de nós confundimos a Amizade e o Amor.



Perguntei a um sábio a diferença que havia
entre
amor e amizade,
ele me disse essa verdade:

O Amor é mais sensível,
a
Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas,
a
Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,
na Amor é plantado e com carinho cultivado,

Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,

e quando a  Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakesp 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paixôes. ♥



labradores .

Garotos.
 
Internet.
 
Amigos.


corpo perfeito.
 
                                                       Igreja.         

Preconceitos Religiosos.


 
 





Na última década temos visto lideres "religiosos" atacarem descaradamente na TV os cultos afro-brasileiros. Fico incomodado, pois parte da população (seguidora das correntes neo-pentencostais norte-americana) entenderem os cultos afro-descendentes como o "Mal do Mundo ". É preciso dar um basta a esse tipo de preconceito parta não sermos mais uma Irlanda ou pais muçulmano atacado pelos EUA.

PRECONCEITO RELIGIOSO
(AOS "FIÉIS")

O que faz a espiritualidade do ser humano não é a religião ou o culto que prega, mas sim o comportamento deste diante da humanidade em geral, o respeito que tem pela natureza e os conceitos que tem sobre o universo e o próprio ser humano.

Não há diferença se um ser humanos é desta ou daquela religião, ou se tem ou não religião, se segue ou não algum dógma se este mantém comportamento de respeito e dignidade diante de seu semelhante e do planeta que habita.

Portanto, todo aquele que pensa ser mais digno que outros por seguir certas seitas, que alega ser escolhido de Deus, ou de se destacar diante dos demais seres humanos pelo fato de professar esta ou aquela religião, caminho, ou doutrina, está de fato COMENTENDO O ABOMINAVEL CRIME DE PRECONCEITO, tão perverso e inaceitável quanto o racismo e o sectarismo.

Dirijo estas palavras a todo seguidor de cultos, religiões e seitas, que pelo fato de terem sido batizado em alguma igreja, pagar dízimo á algum empresário da fé ou ler certos livros dogmáticos, se sente filho legítimo de Deus que tem na barriga, escolhido para herdar ceus e terra e em contrapartida achar que os demais seres humanos não passam de "criaturas" perdidas no "pecado", no "mundo dos infieis", condenadas ao inferno e disponíveis para lhes servir a "mando" de Deus.

O pior destes são aqueles que ainda se julgam "perseguidos" pelos "impuros" e "pecadores" e com isso ainda buscam aumentar ainda mais o preconceito e a discriminação.

Cada um deve ser livre para seguir o que quiser ou também a não seguir nada, mas não deve por conta disso sofrer nenhum tipo de preconceito ou discriminação, com eu (prova testemunhal) e milhões de semelhantes meus temos sofrido a muito tempo.

ABAIXO TODO E QUALQUER PRECONCEITO:
SEJA ELE DE RAÇA, CREDO (OU NÃO), ETINIA E SEGMENTO FILOSÓFICO.
ABAIXO A HEGEMONIA DE PENSAMENTO RELIGIOSO QUE ORA RENASCE ANACRONICAMENTE NO BRASIL.

Para os bons entendedores, sabem do que estou falando.
É chegada a hora de fomentarmos a igualdade plena entre os seres humanos, de pregar a concórdia entre os diferentes segmentos de pensamento e a aceitação do ser humano como ele é, com todas as suas diferenças.

Tipos de preconceito.

Quais os tipos de preconceito?
O que é preconceito? Como o nome já diz é o pré-conceito,ou seja, uma opinião formada antes de se ter os conhecimentos adequados. Há inúmeros tipos de preconceito, mas abaixo estão os principais:
Preconceito à outra cor - É denominado de racismo e existe principalmente em relação à negros. No Brasil, surgiu com a escravidão e é muito presente até hoje, apesar de a escravidão ter sido abolida em 1888. Há também o racismo contra brancos, amarelos, vermelhos, pardos etc...
Preconceito contra loiras- Quem nunca ouviu uma piadinha sobre loiras burras?
Preconceito à outra religião - Hoje em dia, o maior exemplo deste preconceito são os conflitos no Oriente Médio. A luta entre judeus e islâmicos custa dezenas de vidas diariamente. Grupos extremistas no Iraque matam inocentes cruelmente somente porque são de outra religião.
Preconceito contra as mulheres - É denominado de machismo e existe por causa do antigo papel das mulheres como dona de casa. O machismo gera muita mágoa porque vários homens não reconhecem a capacidade das mulheres de fazerem algo diferente à costurar e cozinhar.
Preconceito quanto a classe social - Ricos discriminam pessoas de baixa classe social, com famosas frases do tipo ,,Isso é coisa de pobre..", ou vice-versa.
Preconceito contra pessoas de outra orientação sexual - Homossexuais e bisexuais são muito agredidos moralmente e até fisicamente só por não serem "iguais". É uma triste realidade, tanto que vários escondem sua preferência sexual.
Preconceito contra pessoas de outra nacionalidade - A maioria dos brasileiros critica os norte-americanos, apesar de estar sempre os imitando. Brasileiros sofrem de preconceito em outros países, assim como muitos estrangeiros são discriminados no Brasil. Precisamos aprender que nem todo português é burro e nem todo brasileiro é malandro.

Deu a louca.




De vez em quando nossos pais sempre dão a louca e tentam nos imitar, não sei se é por que eles não usufruiam muito da adolescência deles ou por que querem acompanhar os novos tempos. Mas os mais velhos sõa os mas velhos, e o tempo deles é deles, se quizerem ficar na moda, que usem roupas da moda para a idade deles, fala sério! Mas mesmo assim eles não vão entender, então dá para relevar isso.

Bullying.





As crianças olham; as crianças fazem – influencie positivamente” 
O ser humano é moldado pelo meio em que vive; e são nos primeiros anos de vida, ou seja, ao lado dos pais que a personalidade começa a ser moldada.O vídeo anexo foi um dos melhores já produzidos até hoje em termos de educação. Não a educação escolar, mas a educação intrínseca ao ser humano.  

Depoimentos de  Bullying:

 Caroline:

Devemos pensar antes de agir, pois somos os heróis das criancas, em nós eles se espelham para formar sua personalidade. De acordo com as informações que a crianca recebe na infância, ela processa as ações e as toma como base para sua vida e de como ela deverá agir com as outras pessoas. Como nos mostra o vídeo apresentado.. A criança é extremamente observadora e nesse estágio ela define pelos exemplos que a cercam, o que falar, ouvir e como agir. Atualmente, temos amparo para a luta contra as discriminações, de todos os tipos, desde que infrinjam os direitos dispostos no art. 5 Da Constituicao Federal Brasileira, de 1988; o Estatuto da Criança e do Adolescente; e na Declaracao dos Direitos Humanos, entre outros. Podendo até ser considerado um crime contra a Dignidade da Pessoa Humana da Criança.
QUAL O FUTURO QUE DESEJAMOS PARA AS NOSSAS CRIANCAS?
R: POIS SOMOS NÓS QUE O FORMAMOS!!!
Caroline Caspirro Gitti Alcaraz, Bacharel em Direito, e Mestranda de Curso: Direitos Difusos e Coletivos.


tays:

O futuro das nossas crianças(o que toda mae quer )que os filhos creçam e se tornem boas pessoas, profissionais sucedidos, mais nao é isso que acontece na maioria das vezes .Na verdade as crianças que nao tiveram boa estrutura familiar ,que nao tiveram uma boa educaçao dentro da propria casa,acabam no mundo das drogas, no mundo do trafico, no mundo da prostituiçao, entao para ajudar as nossas crianças (que nao sao só nossas,sao da sociedade) temos que deixa -las viver mostrar para elas como é “o mundoa aqui”fora”"como é a sociedade aqui “fora’ é dizer o que é bom ou ruim para ela,é conversar sobre assuntos importantes assuntos reais,coisas que acontecem todos os dias no mundo, na sociedade em que vivemos, no mundo real. Tente isso.

Alexandre.

Minha filha vem sendo vitima na escola de perseguição, ofensa, maus tratos, ela só tem 11 anos, mas já tem 1.63 e está acima do peso, mas não tem maldade no coração, não sei o que faço, nem como resolver isso….
Poderiam me orientar, ou informar como posso me orientar, quem pode me ajudar, se devo levar o caso a Secretaria de Ensino
 

Passos para saber.

A) O que leva alguém a usar e até a abusar das drogas?
B) Como tratar os drogados?
C) Como você pode combater as drogas?

Drogas. 2

O QUE FAZER?
A dependência pode ser detida. Não há nada de vergonhoso em ser um dependente, desde que este tome consciência de sua situação, deixe de justificar seu comportamento, se preocupe com o seu bem-estar e comece a agir positivamente.
A recuperação é uma tarefa difícil e o tratamento médico é apenas uma parte desta recuperação. A participação dos pais e a união da família são os maiores fatores de combate ao tóxico, assim como a degradação da família é uma das causas do aumento do número de usuários.
A terapia ocupacional. Deve-se descobrir o que o dependente de drogas gosta de fazer (habilidades manuais, fotografia, dança, esportes...). Com estas ocupações surgirão em sua vida outros interesses e outras formas de realização que o ajudarão a recuperar a auto-estima perdida.
Desenvolver as forças interiores. São as qualidades positivas que todos nós possuímos, e que, no caso dos dependentes, ajudam na recuperação. Esse trabalho deve ser feito com acompanhamento de psicólogos e educadores.
A violência não recupera ninguém. Devemos evitar de rotular os dependentes de drogas com frases como: Uma vez viciado, sempre viciado. Contudo, a experiência mostra que quanto maior for o tempo do vício, mais difícil é a recuperação.
EDUCANDO PARA PREVENIR
A educação, bem planejada e assumida pela família e pelos órgãos competentes, é a melhor forma de combater o tóxico.
Bem educada, a pessoa se sente bem, em harmonia com o próprio corpo, com a mente e com o espírito, passando a viver bem com os outros e com o mundo em geral.
Sendo que a vida é o maior dom de Deus, estragar ou até acabar com a própria vida é a maior “bobeira” que uma pessoa pode fazer. Devemos amar e cuidar da vida contra todo tipo de drogas.
CONCLUSÃO
O adolescente, além de se preservar do uso das drogas, deve fazer algo para aqueles que já são escravos deste vício.
O problema da droga será objeto de nossas reflexões ao logo do mês de maio. Que Nossa Senhora nos ajude nessa reflexão e nos livre deste perigo.

Um depoimento.




Antes de se suicidar, Percy Partrick, dependente de drogas, endereçou uma carta emocionante alertando os jovens.
Se alguém lhe oferecer algum tóxico, demonstre ser mais homem do que eu fui. Não se deixe tentar, por nenhuma razão, e saiba responder com um “não”.
Talvez você encontre “amigos” que lhe ofereçam gratuitamente um pouco da coisa (droga) para depois, sucessivamente, fazer você pagar por ela. No princípio o preço é reduzido, mas quando perceberem que você se tornou viciado (dependente), aumentarão os preços. Não esqueça que a mesma pessoa que lhe vendeu a maconha, terá, em reserva para você, também a heroína.
E tudo isso, por quê? Não certamente pela sua felicidade, mas para obter dinheiro.
A droga pode oferecer momentos de felicidade, mas a cada um destes momentos corresponde um século de desespero que jamais poderá ser apagado. A droga destruiu todos os meus sonhos de amor, as minhas ambições e a minha vida no seio da família.

Dorgas ruins.

Os adolescentes
e as drogas

s adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato com as drogas. Ambiente, companhias erradas, tudo favorece o contato e as primeiras experiências com as drogas. A isso, acrescente-se a freqüente ausência dos pais, que cria condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas conseqüências.
Nesta fase da vida, eles afirmam sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas.
Da própria sociedade, em rápida mudança, chega uma série de cobranças e de apelos de consumo: como se mover, vestir e até mesmo como não ser tão “careta”. E o coitado do adolescente, ainda inexperiente, só pode ficar na maior das confusões!
ELES PRECISAM DE AJUDA
O que queremos é que os adolescentes conheçam os riscos que os esperam, entre eles a horrível possibilidade de experimentarem a droga e de entrarem na turma dos dependentes. Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade, independentemente de suas indecisões e estranhezas.
Graças a Deus, nesta fase da vida eles podem descobrir Jesus como alguém que os impressiona, o grande amigo de todas as horas, que não quer que ninguém se perca, desperdiçando a vida e, até, induzindo outros a isso.
QUE DROGA ESSA DROGA!
Mas, o que leva um adolescente a usar drogas?
As causas são muitas: a solidão, a falta de formação, as más companhias, as decepções, os desentendimentos com os pais e outros desconfortos de uma sociedade injusta e excludente. Nesta situação, as drogas podem se apresentar ao adolescente como a solução dos problemas que o aflige. É uma triste ilusão!
A doença, de fato, isola das pessoas, a não ser que precise delas para conseguir a droga. Transforma os usuários em pessoas hostis, egocêntricas e egoístas. Para não adoecer ou enlouquecer, chegam a sentir orgulho pelo seu comportamento às vezes ilegal e, quase sempre, extravagante e esquisito.
Para conseguir as drogas, eles mentem, roubam. O fracasso e o medo invadem sua vida e o espírito fica em pedaços.
Uma saída fácil. Eis o que eles querem e, não encontrando-a, algumas vezes pensam no suicídio. E, se não houver uma reviravolta radical, uma opção forte do interessado..., o uso de drogas acaba sempre subjugando o usuário.

Adolescentes fanáticos




Produção de cartas kilométricas com declarações de amor ao ídolo, esperar por até 15 horas na fila pra comprar ingressos, dormir em aeroportos e até mesmo acampar semanas antes no local do show faz parte da rotina de um fã. Vale tudo pra chegar mais perto de seu artista preferido. “Larguei tudo aqui e fui pro show em São Paulo ”, conta o dançarino Jorge Luis, 18 anos. Em 2006, ao saber que seu grupo preferido, o sexteto pop mexicano RBD, não iria fazer show em sua cidade ele não pensou duas vezes, vendeu algumas coisas que tinha e perdeu o emprego em uma banda conhecida para ir de Recife até a capital paulista.
A busca por um ídolo marca a adolescência, pois é quando procuramos referência fora do convívio familiar e é onde projetamos o que gostaríamos de ser, já que é uma fase de construção da identidade. Se por um lado, ser fã é uma fonte de inspiração, por outro pode ser prejudicial ao se perder a racionalidade e se ver totalmente dependente da fantasia e perder sua persoanalidade. E assim como tudo em excesso é prejudicial, amar demais também é preocupante, é o que alertou uma pesquisa feita pela revista americana Scientific American que traçou o perfil de cerca de 600 pessoas e o grau de dependência do fanatismo por seus ídolos.
“Dedicar todo o meu tempo ao RBD prejudicou minha vida escolar, mas de outra forma eu sou mais feliz hoje, conheci meus melhores amigos e me apaixonei”, relata outro adolescente pernambucano Luiz Alves, de 17 anos. Sua mãe, preocupada, o levou ao psicólogo quando ele tinha 15 anos por causa de seu fanatismo, o que para ele não mudou em nada. E realmente não mudou, o psicólogo disse ser apenas algo passageiro e hoje sua mãe o apoia. Para a psiquiatra Ivete G. Gáttas, da Unidade de psiquiatria da criança e da adolescência da Universidade Federal de São Paulo, o fanático se torna " mais ou menos como um dependente de drogas a vida passa a girar em torno daquela pessoa e de tudo que lhe diga respeito."
Infelizmente nem todos os adolescente fanáticos tomam atitudes como as de Jorge e Luiz, alguns casos mais sérios viraram notícia com finais trágicos.
Em setembro de 2005, duas adolescentes francesas se jogaram de um prédio em Paris, no bolso de uma delas foi encontrado um bilhete com o trecho da música “Suicide is sexy” da banda de Anorexia Nervosa. Logo após a morte do vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, vários adolescentes deixaram bilhetes suícidas, dizendo terem optado pela morte, assim como seu ídolo. E em maio, uma inglesa de 13 anos se enforcou ao som da banda My Chemical Romance e a mãe culpa o estilo emo pela ação da filha.

Tudo sobre adolescentes.





Definição: o que é adolescência

Adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta. Este período é marcado por diversas transformações corporais, hormonais e até mesmo comportamentais. Não se pode definir com exatidão o início e fim da adolescência (ela varia de pessoa para pessoa), porém, na maioria dos indivíduos, ela ocorre entre os 10 e 20 anos de idade (período definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde).
Adolescência e puberdade

Muitas pessoas confundem adolescência com puberdade. A puberdade é a fase inicial da adolescência, caracterizada pelas transformações físicas e biológicas no corpo dos meninos e meninas. É durante a puberdade (entre 10 e 13 anos entre as meninas e 12 e 14 entre os meninos) que ocorre o desenvolvimento dos órgãos sexuais. Estes ficam preparados para a reprodução.

Durante a puberdade, os meninos passam pelas seguintes mudanças corporais e biológicas: aparecimento de pêlos pubianos, crescimento do pênis e testículos, engrossamento da voz, crescimento corporal, surgimento do pomo-de-adão e primeira ejaculação.

Entre as meninas, as mudanças mais importantes são: começo da menstruação (a primeira é chamada de menarca), desenvolvimento das glândulas mamárias, aparecimento de pêlos na região pubiana e axilas e crescimento da região da bacia.

Hormônios e comportamento

Durante a adolescência ocorrem significativas mudanças hormonais no corpo. Além de favorecer o aparecimento de acnes, estes hormônios acabam influenciando diretamente no comportamento dos adolescentes. Nesta fase, os adolescentes podem variar muito e rapidamente em relação ao humor e comportamento. Agressividade, tristeza, felicidade, agitação, preguiça são comuns entre muitos adolescentes neste período.

Por se tratar de uma fase difícil para os adolescentes, é importante que haja compreensão por parte de pais, professores e outros adultos. O acompanhamento e o diálogo neste período são fundamentais. Em casos de mudanças severas (comportamentais ou biológicas) é importante o acompanhamento de um médico ou psicólogo.

Socialização

Uma marca comum da maioria dos adolescentes é a necessidade de fazer parte de um grupo. As amizades são importantes e dão aos adolescentes a sensação de fazer parte de um grupo de interesses comuns.
Gravidez na adolescência

No Brasil atual, a gravidez precoce tem se transformado num grande problema de saúde pública. Com poucas informações e uma vida sexual ativa cada vez mais precoce, muitas adolescentes estão engravidando numa época da vida em que se encontram despreparadas para assumir as responsabilidades de mãe. Ao se tornarem mães, estas adolescentes acabam deixando de lado uma importante fase de desenvolvimento (algumas até mesmo abandonam os estudos). Mais preocupante são aquelas que buscam o aborto, tirando a vida de um ser e colocando em risco suas próprias vidas.

Iraque: milhares de pessoas e adolescentes sofrem com impacto de 5 anos de guerra



 Devido ao conflito, milhões de iraquianos têm acesso insuficiente à água potável, saneamento e assistência médica. A atual crise é agravada pelos efeitos duradouros dos conflitos armados anteriores e anos de sanções econômicas.
“Uma maior segurança em algumas partes do Iraque não deve desviar a atenção da contínua luta de milhares de pessoas que foram abandonadas à própria sorte”, disse Béatrice Mégevand Roggo, chefe de Operações do CICV para o Oriente Médio e Norte da África. “Estão entre estas pessoas, as famílias de deslocados e refugiados e aqueles que retornaram a suas casas, crianças, idosos, incapacitados físicos, famílias chefiadas por mulheres e famílias de detidos”.
Apesar de alguma melhoria na segurança em algumas áreas, os iraquianos continuam sendo mortos ou feridos nos conflitos diariamente. Os civis são, geralmente, alvos deliberados, fato que mostra a negligência em relação às regras do Direito Internacional Humanitário. Em muitas famílias, há pelo menos uma pessoa ferida, doente, desaparecida ou detida, ou que foi forçada a abandonar sua casa e morar longe.

Assistência médica, água, serviços de saneamento e fornecimento de eletricidade continuam inadequados. Falta pessoal qualificado nos hospitais, como também medicamentos básicos, mas ainda assim eles lutam por prover assistência adequada aos feridos. Muitas instalações de assistência médica não estão sendo mantidas de maneira apropriada e o serviço que oferecem é, geralmente, muito caro para os iraquianos comuns.

O fornecimento de água continuou a deteriorar-se no último ano. Milhões de pessoas foram forçadas a depender de um fornecimento de água insuficiente e de má qualidade, já que os sistemas de água e esgoto sofrem pela falta de manutenção e de engenheiros.

O CICV fornece, constantemente, ajuda médica e medicamentos para os hospitais e realiza importantes consertos nos sistemas de água e esgoto. Entretanto, está bem longe de ser suficiente para garantir que todos os iraquianos tenham acesso a estes serviços básicos.

“Para evitar uma crise ainda pior, é necessário redobrar os esforços para atender às necessidades básicas dos iraquianos”, disse a Béatrice. “Cada cidadão iraquiano deveria ter acesso à assistência médica, eletricidade, água potável e saneamento”. O CICV fez um apelo a todos os envolvidos nos conflitos e aqueles que podem influenciá-los para que façam todo o possível para garantir que os civis, as equipes e as instalações médicas não sejam atacados. Esta é uma obrigação imposta pelo Direito Internacional Humanitário que se aplica a todas as partes do conflito – sejam elas os Estados ou atores não-estatais.

Ela não pode mais aproveitar a adolescência.






Sua pobresa e trabalho foram muito grande, e sua tristeza talvez até maior do que tudo isso. Pergunte á ela o que gostaria de fazer se pudesse voltar no tempo ? talvez ela diga que gostaria de estudar, mas o que mais vai incomodá - la, e que talvez ela não fale, será o desejo no seu coração de ser feliz sem todo esse sofrimento.

Pobresa prejudica a adolescência.




Houve raros casos também da promotoria encaminhar ao abrigo doentes mentais, até o encaminhamento a instituições apropriadas. Teve um em particular que vivia tirando a roupa e vestindo maiôs, dizendo que era o homem-aranha, e outra vez chegou até a arremessar o rádio do abrigo pelo muro, quase atingindo a vizinha, uma senhora que vivia reclamando das bagunças e dos barulhos das crianças. Depois desses incidentes, a promotoria viu o que os educadores já concluíam há tempo: que não havia estrutura nem pessoal para sustentar abrigo a menores com doença mental.
Quanto às crianças que permanecem no abrigo, a maioria é freqüentadora de rua. As que não são, por medo ou louvor aos mais fortes, passam a adquirir modos semelhantes aos que são.

Mas há exceção no abrigo. Nem todos estão em situação de rua. Alguns que são encaminhados para a instituição sempre viveram com alguém da família, e permanecem no Abrigo até serem encaminhados de volta para suas famílias, após o risco de supressão de seus direitos ser sanado.

A pobreza é o fator mais determinante para que uma criança ou adolescente sofra a privação de seus direitos. O sistema de Abrigo faz parte da rede de proteção especial, na área da Assistência Social. Porém, a solução não está aí, mas sim em uma nova postura política que encare o problema das desigualdades sociais de frente e zele por uma justiça eficaz contra a violência e o abuso contra a criança e adolescente, seja em Maringá, seja no Brasil.

Depoimento anônimo.





O outro caso aconteceu comigo. Foi mais o que chamam de molecagem. Sempre ia eu para o abrigo, de bicicleta. Um dia minha tranca escangalhou e comprei uma que abria por senha de cinco números. Não é que no primeiro dia que a tranquei, um menino a abriu em poucos segundos e começou a passear com a bicicleta? Perguntei como ele tinha feito e ele me disse que tinha descoberto a senha, e até me disse qual era. A princípio me enfureci, mas depois fiquei curioso em como ele tinha feito isso. Ele me ensinou que era muito fácil, mais fácil que abrir cadeados com lima. Bastava ser bom de ouvido. Como cada disco tem dez números, de zero a nove, basta girar cada disco até sentir o encaixe da senha na tranca. Você prossegue de um em um até abrir a tranca. É realmente muito fácil. Depois ele até me ensinou. Abro um parêntese para mostrar a utilidade benéfica desse tipo de conhecimento (Outro dia, minha namorada deu de presente ao seu pai uma nova maleta de médico, que justamente fechava com esse sistema de tranca. Quando olhei para a tranca, pensei: qualquer avisado pode abrir isto. Bem, o médico se empolgou de tal maneira com a nova maleta que colocou todas as suas coisas de médico na nova, escolheu uma senha e trancou a maleta. Quem disse que ele depois se lembrava da senha! Foi um sufoco para os familiares. E, principalmente, para o médico. Ninguém conseguiu abri-la. Tentaram as senhas que imaginavam, até que pedi a maleta quando desistissem. Nunca havia feito isso antes, mas me lembrava do método. E não é que eu abri a maleta, em poucos segundos? Diria com isso que há males que vêm para bem, e que os internos produzem conhecimento, apesar de não ser o que a sociedade deseja).
A vida no abrigo era muito conveniente. Como não havia instrumentos suficientes para resolver as questões familiares dos adolescentes e crianças, e como muitos dos pais achavam mesmo que era de responsabilidade do governo cuidar de seus filhos, já que eles não estavam interessados mais do que não podiam, era comum que os abrigados, desde a primeira vez que chegavam ao abrigo, saíssem de lá e retornassem inúmeras vezes. No abrigo eles têm o que em sua casa não têm. Lá no abrigo, se come à vontade, quatro vezes por dia. Lá, são eventuais as programações de lazer, tais como passeios e locação de filmes. Se um interno faz pressão para não ir à escola, ele pode chegar a tal ponto que nem os conselheiros tutelares, nem o próprio promotor podem convencê-lo do contrário, e ele fica sem ir à escola por um bom tempo, apesar de todos os apelos e orientações dos educadores. Assim, fica muito conveniente permanecer no abrigo. Sem contar certas adolescentes, abrigadas por um período, que faziam programa. Elas evadiam-se da instituição pelas oito horas da noite e retornavam só pelas sete da manhã, dormindo o dia todo e acordando às quatro da tarde, pedindo café-da-manhã. Havia uma superiora, na época, que permitia isso e nos dizia que isso fazia parte de uma política de redução de danos, e era melhor assim do que elas dormirem na rua, correndo riscos.
Também enfrentávamos a questão dos dependentes químicos. Eles tentavam parar por si sós, e alguns passavam até da fase de crise de abstinência para o delirium tremens. Já acompanhei não poucos adolescentes para postos de saúde, a fim d’eles tomarem glicose na veia, para aliviar a abstinência. Enquanto tomavam o soro, me contavam de suas vidas. Geralmente filhos de pais bandidos se tornam desde cedo bandidos, e filhos de pais traficantes se tornam desde cedo traficantes. Não que haja exatamente uma educação bandida, mas é que esses pais, cedo ou tarde, ou são detidos pela polícia ou são mortos por dívidas ou até mesmo pela polícia. A criança, assim, é criada pelos parentes ou colegas, também do mesmo ramo que os pais, e é por isso que a criança segue facilmente pelo mesmo caminho, pois não lhe dão outra opção. Aos oito, o primeiro cigarro, aos dez, o primeiro baseado, aos onze, a primeira arma, e por aí vai. Eles me contavam como é fácil conseguir uma arma. Simplesmente se vai a uma casa de traficante e pede-se uma arma! Você pagará por ela com serviços ao traficante, mas aí, você tem mais dívidas do que imagina, e já está preso a compromissos, cujo vacilo é pago com a morte. Os adolescentes mais frios e com mais passagens pela polícia contam que testemunharam o pai, alcoolizado ou drogado, matar a mãe, geralmente a facadas. E se perguntamos onde está o pai agora, contam que “mataram ele também” .

Pessoas de rua.




É na rua também que sua libido sexual se aflora mais cedo. Sem repressões, seus impulsos não seguem muitos critérios. A vida sexual deles pode começar com onze ou até dez anos de idade, isso quando se trata de relações heterossexuais. Como a lei que vigora nas ruas é a lei do mais forte ou o mais malvado, é comum meninos de até seis anos serem explorados pelos mais velhos.

O homossexualismo dos meninos heterossexuais é explicado na seguinte lógica: o ativo não é considerado homossexual, e sua masculinidade permanece, mas é o passivo que é considerado o homossexual, a mulher da relação. Isso também ocorre nos que assumem a sua homossexualidade, mesmo entre os que fazem programas.

Quanto às meninas, elas geralmente sentem atração por homens mais velhos, mas nada impede que elas tenham relações com seus amigos. Uma adolescente é bastante abusada quando está sob efeitos das drogas, pois todo o grupo de meninos ao seu redor poderá fazer literalmente uma fila para ter relações com ela. Não é preciso dizer que, desse jeito, mesmo com toda a informação, muitos acabam contraindo doenças sexualmente transmissíveis. Houve até um caso em que um adolescente contraiu AIDS de uma conhecida, enquanto não estava em situação de abrigo. Quando descobriu, dentro do Abrigo, entrou num estado longo de depressão e tentou se matar várias vezes dentro do abrigo, com talheres. Não obstante, escondeu das novas parceiras que era portador e continuou tendo relações com outras adolescentes.[9]

Passando para a questão da violência,[10], todos eles facilmente passam do estado de controle para o descontrole. Brigam muito entre si e ficam muito nervosos quando suas vontades são barradas pelos educadores. Não há acepção de adversários: os pequenos enfrentam os grandes, os meninos enfrentam as meninas e vice-versa, e até o educador não deixa de ser alvo de um repentino furor, quando surge uma situação.

A maioria deles sofreu violência física em casa, e, se não, na rua, e, se não, no abrigo. Lá vigora a lei do mais forte, do mais “bandidão”, é a esse que os demais irão respeitar. E temer. Vou contar certas situações eventuais de violência. Certa vez, eu não tinha como levar um abrigado de oito anos ao bosque, que insistia copiosamente. Foi explicado a ele que não seria possível, devido a estarmos apenas em número de dois educadores e o outro não poderia ficar sozinho com os demais abrigados. Ele se sentiu tão rejeitado que sua resposta foi vir para cima de mim com uma faca para carne na mão, que havia pegado na cozinha, a fim de convencer-me. Depois de muita conversa, ele deixou a faca. Só então minhas pernas começaram a tremer. Mas há casos em que não dá tempo de uma negociação.

Em outra Ocasião, durante o almoço, uma adolescente começou a brigar com um outro adolescente e ela achou que resolveria a situação arremessando os pratos na parede. Ele achou que seria conveniente devolver os elogios arremessando as cadeiras contra ela, e nessa troca de presentes, a retribuição de mana acabou só com a chegada da polícia. É, a polícia só pode ser acionada nesses casos extremos. A última vez que tive ciência da abordagem da polícia no abrigo foi há alguns meses, quando quatro meninos ameaçaram uma adolescente de morte. Eles tentaram “apavorar o setor” e passaram a noite na 9ª S.D.P.

Além da violência por retaliação, há a brincadeira violenta. De tempos em tempos alguém ressuscita uma brincadeira chamada Tereza. Consiste em enrolar um papel higiênico nos pés de alguém que está dormindo e atear fogo. A queima é instantânea. Esse ato é comum nas cadeias, como punição de um companheiro de cela que vacila em alguma situação. No abrigo, os internos que o praticaram o viam como motivo de brincadeira.

Os abrigados, em geral, oferecem muita resistência aos estudos e a freqüentar escolas. Não se sentem estimulados a se emanciparem e mudarem de vida, pois além de toda essa bagagem de sofrimento, estão passando pelo período turbulento da adolescência mesmo. A maioria não consegue terminar cursos profissionalizantes oferecidos pelo município, não consegue realmente ficar parada em um único lugar nem que seja por 40 minutos. São muito ansiosos e inquietos.

Mas apesar de tudo, adoram conversar. Eles têm muito a contar de suas aventuras e de seus sofrimentos. Não têm a menor vergonha de revelarem seus mais íntimos segredos e fraquezas, apesar de “durões”, pois, com a abordagem adequada, eles despejam confiança no educador e podem revelar qualquer coisa. Até mesmo os garotos e as garotas de programa, que amam mesmo contar suas aventuras noturnas, de como escaparam do cliente armado que queria assaltá-los, de como assaltaram o cliente desarmado; quem são os políticos, advogados e os donos de clínicas que compram drogas e saem com garotas e garotos de programa sem a família desconfiar... Enfim, é muito fácil conhecer esse mundo, e é mais fácil ainda entrar nesse mundo; ele é mesmo muito acessível, a qualquer camada da população, a qualquer hora do dia, em qualquer mocó (casa abandonada que passa a servir de morada para a população de rua). O difícil é sair dessa vida, porque isso traz uma renda suficiente para sobreviver, sem precisar passar metade da vida na escola.

Os abrigados não cansavam de contar como era fácil conseguir dinheiro de qualquer transeunte, sem precisar pedir dinheiro nos semáforos, o que é mais fácil só para os pequenos. Os maiores treinavam caras de doente e faminto, colocavam tipóias no braço, e tremulavam a voz, pedindo apenas cinqüenta centavos para ajudar a comprar uma passagem de volta para casa. Consegue-se tirar com isso de vinte a trinta reais por dia, sem esforço. Quando é que eles vão deixar de viver assim para passar o dia todo decorando nomes de rio e expressões matemáticas que nunca vão usar na vida? Com o dinheiro eles compram os lanches que desejam, compram seus entorpecentes. E uma vida de programas sexuais ainda é mais lucrativa. É possível comprar um tão sonhado celular em uma única noite de trabalho, e, sem contar que é preciso dinheiro para freqüentar as boates caras e beber. Mas o preço por essa exploração, além da humilhação e da violência psicológica, é muito alto: risco de doenças, risco de calotes seguidos de assalto, risco até de vida, sem contar na exploração financeira, pois todos os pontos da cidade pertencem a algum cafetão, geralmente um poderoso traficante ou um travesti experiente, ou os dois em um. Assim, todo profissional do sexo paga o seu pedágio, seu dízimo pelo uso do local.

Quanto aos furtos, a grande maioria dos abrigados, cedo ou tarde, o praticam, desde levarem para casa xampus e cremes da instituição, quando voltam para casa, até o roubo de estranhos, na rua, quando vão passear. Quando algum interno aparece com dinheiro, dado pela família, por exemplo, mesmo seus melhores amigos poderão roubá-lo, e, normalmente, o fazem. Eles têm a noção de que podem ser roubados pelos próprios amigos, e também sabem que seus amigos têm a noção de que podem ser roubados por ele. É uma condição “natural” para eles. Vence o mais ligeiro, na linguagem deles. Se eu descubro que meu amigo pegou meu dinheiro e vou reclamar com ele, ele se desculpa dizendo que foi mais ligeiro, e que, da próxima vez, eu deveria ser mais ligeiro também. No abrigo, os educadores tentam resolver isso convencendo os internos de que isso é errado. Mas é difícil mudar esse comportamento. Muitas educadoras e até a diretora já tiveram suas bolsas abertas e seu dinheiro roubado em alguma ocasião. Os abrigados que cometem esse tipo de furto são mesmo muito ligeiros, e sabem exatamente os poucos segundos que precisam para entrar no escritório, pegar o dinheiro e sair sem serem vistos. Mas há casos de tentativas de furto, legalmente falando, mas que foram, na verdade, brincadeiras dos internos. E no final, no diálogo, todos acabam se entendendo. Relatarei duas situações interessantes.

Certa vez, a Auxiliar Administrativa, que sempre vinha de carro, estacionou frente ao abrigo e entrou para trabalhar. Era hora de troca de plantão. Alguns abrigados estavam brincando de jogar lama em um outro, em comemoração a ter passado de ano no supletivo, e, aproveitando o portão aberto, por causa da entrada dos educadores do novo plantão, saíram para a calçada e acabaram enlameando o carro da administrativa. A diretora, que estava de saída também, mandou que os responsáveis pelo ato lavassem o carro dela. Bem, dizem que a ocasião faz o ladrão. Aconteceu que os dois adolescentes responsáveis já haviam pegado a chave do carro segundos antes, e aproveitaram o momento em que os educadores entraram no escritório para assinar o ponto e entraram no carro, deram a partida e saíram com o veículo pelas ruas da cidade. A administrativa ficou desesperada, um dos educadores tentou achá-los, com seu carro, mas em vão, e retornou.

Os dois adolescentes, que, na verdade, eram assaltantes na prática, entre outras coisas, ficaram rodando pelas ruas da cidade, participando de rachas, e disseram que só não foram para um bordel porque não tinham efetivamente dinheiro. Retornaram quase duas horas depois, felizes da vida, como se nada tivesse acontecido. Acho que as coisas foram ficando de tal jeito no abrigo, que tudo se naturalizava muito facilmente. Hoje em dia isso não é mais assim. As orientações, melhores estruturas e a experiência passaram a evitar tais comportamentos.

Abrigados.



  

Os Abrigados

Foi no abrigo que muitos preconceitos me caíram. Uma coisa é você dizer que não é contra homossexuais e “prostitutas”, contra traficantes e “viciados”, contra assaltantes, enfim, e outra coisa é você passar praticamente todo o seu dia ao lado de pessoas que optam pelo mesmo sexo, de pessoas que são as chamadas profissionais do sexo, e com dependentes químicos, conversando, ouvindo, separando brigas, convencendo-os a não saírem para se drogar, ou para se prostituir. Muitas máscaras caem quando você participa do mundo deles, encara-o frente a frente, conhece seu passado, palpita seu futuro, imagina se não faria o mesmo se estivesse no lugar deles, mas você não é um deles, não é aceito por eles. É apenas mais um ouvinte, mais um a passar pela vida deles.
A história de vida de cada um deles é especial, mas sua origem segue um certo padrão. Primeiramente, não é segredo que todos fazem parte de famílias de baixa renda. Uma boa parte são filhos de profissionais do sexo, vulgarmente conhecidas como prostitutas. Elas, algum dia, tiveram uma relação mais afetiva com algum homem, e acabaram engravidando dele. Ao darem a luz a seus filhos, continuam com seu trabalho, ou deixando a criação da criança nas mãos de uma amiga, ou deixando com o pai, que, geralmente não consegue nem quer assumir esse encargo. Outro caso, mais comum que esse, é o de pais que se separam. A criança fica com a mãe, que rapidamente arranja um companheiro, o qual, em geral, rejeita o enteado. A mãe prefere se submeter ao seu amasiado a dar razão ao filho, pois precisa de sustento e carinho. Um terceiro caso bastante comum também é o de pais alcoólatras, e pais que abusam sexualmente de seus filhos, ou os dois. E há os filhos de pais traficantes de drogas.
Em todos os casos, a criança fica sem parâmetros, e busca satisfação nas ruas. Por viverem mais na rua do que na própria casa, usamos o termo “de rua”, ou melhor, “em situação de rua”  para distinguir a criança ou o adolescente que não mora mais com seus responsáveis, ou nem é aceito por eles. Vivem, portanto, na rua, ou em situação de rua.
Todos os adolescentes e crianças que passam pelo abrigo já cometeram pequenos delitos, chamados de Atos Infracionais e já experimentaram algum tipo de droga. Se isso ainda não aconteceu, é no abrigo, sob influência dos demais, que o interno pode chegar a experimentar algum tipo de droga. É muito difícil alguém usar algum tipo de droga dentro do abrigo, mas não é impossível, no entanto, se algum deles quer se drogar, simplesmente se evade da casa e retorna após ter se drogado. A droga mais popular de todas é o thinner. É geralmente a primeira que experimentam, e é muito barata, chegando a quatro reais a lata. Podem iniciar seu uso até com cinco anos de idade. Em seguida vem a maconha. Aqueles que têm mais desenvoltura para cometer furtos, evoluem para drogas mais caras como a cocaína e o crack. Mas não conheço nenhum caso de alguém ser usuário de injetáveis. E o cigarro comum, em si, não é hábito de todos.